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Passeio verde na cidade: Ir aos trópicos no Jardim Botânico de Lisboa

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Divulgação

Entrar no Jardim Botânico de Lisboa (Rua da Escola Politécnica 54, Lisboa. Tel. 213921808) é mergulhar num espaço de intenso verde onde o buliço da cidade se desvanece ao longe. É por isso que, mesmo quem não pode sair de Lisboa durante o agitado mês de dezembro tem neste espaço, recentemente reabilitado, a oportunidade de percorrer um fascinante espaço verde que conta, em diversas espécies, a história de uma época. A sensação em alguns pontos é a de estar numa floresta tropical.

Inaugurado em 1878, o Jardim Botânico de Lisboa sofreu obras recentes (em infraestruturas, caminhos e sistema de rega) que lhe conferem um cunho renovado, mantendo como dantes o seu encanto: Neste incrível espaço verde, destaca-se a variedade de espécies - de que são exemplo as palmeiras oriundas de todos os continentes - conferindo-lhe um cunho tropical que se estende a várias espécies tropicais originárias da Nova Zelândia, Austrália, China, Japão e América do Sul. Para que aqui cresçam saudáveis, estas plantas oriundas dos quatro cantos do mundo contam com microclimas que se aproximam das suas necessidades, e que são criados tendo em conta a própria configuração do jardim.

Uma das mais raras e emblemáticas é a cicadácea, uma planta que se assemelha a uma palmeira, praticamente extinta em ambiente natural e conservada apenas em jardins botânicos, é como um fóssil vivo que representa as floras antigas.

Para além das cerca de 1500 espécies que aqui vivem, o jardim é pródigo em belíssimos recantos dotados de exuberante paisagem, embelezados por esculturas em diversos pontos. No Jardim Botânico de Lisboa vivem ainda diversos edifícios, bem integrados na paisagem, como o Observatório Astronómico da Escola Politécnica, o edifício dos Herbários, estufas e palmário. Das recentes obras nasceram novos bebedouros, Wi-fi gratuito em todo o espaço e um anfiteatro que agora dispõe de programação cultural própria. Vá acompanhando a agenda no site do Museu de História Natural e da Ciência, a que pertence o Jardim Botânico.

Um espaço pródigo em aprendizagem e preservação da biodiversidade que é simultaneamente um prazer percorrer, respirando fundo o ar puro que contrasta com a atmosfera carregada da cidade.
Classificado como Monumento Nacional em 2010, o espaço de quatro hectares pode ser visitado diariamente entre as 9h00 e as 17h00, de outubro a março; entre as 9h00 e as 20h00, de abril a setembro. O bilhete custa €3 por adulto; €1,5 para crianças e séniores. Está disponível ainda um bilhete família por €7,5.


O que fazer:
Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Espaço de aprendizagem por excelância, este é um Museu multidisciplinar que, através da ciência, mostra diversos pontos de interesse do homem e da natureza. para além do jardim Botânico que aqui se insere, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Rua da Escola Politécnica, 54-60, Lisboa. Tel. 213921800 ) é casa de um anfiteatro e laboratório químico, de um observatório astronómico e de um antigo picadeiro. Dentro do edifício principal encontra diversas exposições e um enorme conjunto de atividades. Neste momento é possível participar na Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis; apreciar as exposições New Biodiversity, Saúde nos Trópicos e compreender o Chi Kung, algumas das atividades agendadas para o início de dezembro que pode consultar na totalidade aqui. Quanto a exposições, Fotografia em História Natural e Ciência; Plantas na Minha Comida; Cuidar e Curar e Francisco Arruda Furtado, discípulo de Darwin são as mostras temporárias patentes. Os bilhetes para custam €5 para adultos, € para crianças e séniores e 12,5 para famílias.

Miradouro de São Pedro de Alcântara
Depois de olhar para dentro no jardim Botânico, reconcilie-se com a paisagem urbana: desfrute de uma das mais completas panorâmicas de Lisboa no Miradouro de São Pedro de Alcântara (R. de São Pedro de Alcântara, Lisboa) que é também um jardim construído em dois socalcos, um mais aberto outro, em baixo, mais recolhido. Se não conhece a cidade, atente ao mapa disponível, feito de azulejos que explicam os vários pontos de Lisboa visíveis a partir daqui, do Castelo de São Jorge à Penha de França.

Onde comer:
Prado

“Se não for da época, não entra na cozinha.” É com base no princípio da sazonalidade que António Galapito constrói a ementa do restaurante Prado (Travessa das Pedras Negras, 2, Lisboa. Tel. 210534649) que marca a sua estreia em Lisboa. Produtos de época que dependem diariamente das entregas dos fornecedores, o que explica a constante mutação da carta – que pode ser diária. Não há entradas nem pratos principais, só uma dezena de boas sugestões para partilhar. No inverno, alimentos de conforto, como o porco, as couves e o trigo, contra opções mais leves e frescas, que ganham agora terreno. Espaço cool e elegante, que não perdia nada com um serviço mais apurado. Preço médio: €30

Os Tibetanos
Com 40 anos de portas abertas, é um dos mais antigos restaurantes internacionais de Lisboa. Serve habitualmente pratos típicos vegetarianos de inspiração e tempero oriental. Além da cozinha tradicional asiática, o restaurante Os Tibetanos (Rua do Salitre, 117, Lisboa. Tel. 213142038) acolhe no último piso um templo budista, onde já estiverem presentes conceituados mestres e que é um local sagrado do restaurante. É também nesse local que vão acontecendo aulas de meditação e ioga. Preço médio: €20

Onde dormir:
Valverde Hotel

É um pequeno oásis no coração da cidade. Vai crescer em breve, mas a qualidade do serviço e os pormenores que fazem deste um grande hotel não irão desaparecer. Aproveitar a esplanada do pátio interior para um brunch ao som de jazz ou para provar a cozinha descomprometida mas saborosa do restaurante Sítio vão continuar a ser um dos luxos possíveis. A decoração do Valeverde Hotel (Avenida da Liberdade, 164, Lisboa. Tel. 210940300) mistura relíquias com mobiliário vintage de cores garridas. Quarto duplo desde €170.

Memmo Príncipe Real
Um arco dá acesso a este espaço cosmopolita, inaugurado no outono de 2016, com uma vista magnífica sobre Lisboa. Recuperou-se um edifício devoluto e, graças a uma excelente abordagem arquitetónica, encaixou-se o hotel na colina, e equiparam-se, com pormenores de design, conforto e serviço personalizado, 41 quartos e suítes. No Memmo Príncipe Real (Rua D. Pedro V, 56, Lisboa. Tel. 219016800) ecrãs da Bang & Olufsen, candeeiros oriundos da Marinha Grande, “mantos reais” nas camas são alguns detalhes, que combinam bem com os terraços virados para a cidade. Um guia do Príncipe Real convida a conhecer a zona, reforçado pelo Guest Hat, um chapéu que é deixado no quarto com sugestões personalizadas para melhor conhecer o bairro. Quarto duplo desde €240.

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