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Passeio em família: Aves de rapina na Falcoaria Real

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Em terra de caça, quem tem predadores é rei. Bem podia ser este o mote para a Falcoaria Real de Salvaterra de Magos (Rua José Luís Brito Seabra, 3, Salvaterra de Magos. Tel. 263509522) que desde o séc. XVIII se instalou nesta terra propícia às caçadas. O percurso da Falcoaria esteve sempre intimamente associado à história do Paço Real, que transformou a vila num relevante centro da vida social e artística da corte portuguesa até à fuga da família real para o Brasil.

Leve os mais pequenos e descubra, em família, um local que alia a história, os antigos costumes e a vida selvagem.

Classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2016, a Falcoaria Real é um exemplar único na Península Ibérica, de arquitetura inspirada nas falcoarias da Flandres, já que foi iniciada por falcoeiros holandeses que aqui se vieram instalar no séc. XVIII. Mas o seu encanto maior está na visão próxima que aqui se pode ter do habitat destas incríveis aves. Treinadas para caçar animais selvagens, segundo métodos que remontam há séculos atrás, estas aves de grande beleza formam uma parelha única com o seu tratador - o falcoeiro.
Os tempos são outros, mas aqui pode reviver a tradição, além de conhecer detalhes sobre o tratamento e treino dado a estas aves de rapina.


Sabe qual a diferença entre alto e baixo voo? O quanto tempo demora a treinar um falcão até estar pronto para a caça? E que relação singular se estabelece entre a ave e o homem? E o que é a cetraria? Durante cerca de uma hora, numa visita guiada gratuita com especialistas, fica a conhecer os detalhes que envolvem a criação, tratamento e treino dos animais.

Um dos pontos altos é a demonstração de voo em liberdade, onde as aves mostram toda a sua perícia. Outro é a visita ao impressionante pombal com mais de 300 nichos onde se abrigam os pombos que irão ser utilizados nos treinos de caça.

Entre o passado e o presente, é ainda possível participar num jogo virtual onde o visitante assume o papel de falcão que procura as aves de presas; ver filmes sobre a biologia das aves e explorar galerias de pinturas e fotografias. Retrata-se também o mundo da Falcoaria desde o Neolítico até aos nossos dias, os motivos que conduziram ao aparecimento desta arte e a sua importância na vila de Salvaterra de Magos.

Com visitas guiadas de hora a hora, a Falcoaria Real funciona entre as 9h00 e as 12h30 e das 13h30 às 17h00, no horário de inverno, entre 1 de outubro e 30 de abril. No verão, ao fim de semana, o horário estende-se das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00.

O que fazer:
Aldeia Avieira do Escaroupim

As cores garridas das casas desta típica aldeia piscatória, cuja origem remonta à década de 30 do século passado, formam um interessante cenário que se estende até ao mar: também as embarcações usam as mesmas cores vivas. Aqui pode visitar a Casa Típica Avieira, construída sobre estacas para proteção contra as cheias frequentes do rio, dividida em três zonas que mostram como aqui viviam os pescadores e suas famílias, no início, apenas durante uma parte do ano.

Onde comer:
O Escaroupim

Já que está por aqui, o restaurante Escaroupim (Largo dos Avieiros, Escaroupim. Tel. 263107332), que homenageia o passado na estrutura, na decoração e na mesa, é um ponto de paragem obrigatório. A carta do restaurante, todo em madeira, é baseada nos produtos da estação e naquilo que o rio dá. Na sua época, encontra sável e lampreia. As enguias fritas com arroz de feijão, o ensopado e a tarte de perdiz são as grandes especialidades. Aproveite bem a generosidade das janelas, onde se vê o curso lento do rio Tejo. Preço médio: €15.

Restaurante Quinta do Parque Real
A cozinha regional tem no Restaurante Quinta do Parque Real (EN 118, Km 51, Vale Queimado, Salvaterra de Magos. Tel. 263501235) situado à beira da estrada nacional um bom guardião. Em época própria, as enguias e o sável brilham na ementa, em pratos como a caldeirada, o ensopado e a cataplana, mas, no resto do ano, há outras interessantes opções, como o Ensopado de vitelo bravo, as Iscas, as Queixadas, a Mão de vaca ou o Cabrito assado. Preço médio: €12.

Onde dormir:
Casas do Falcoeiro

Duas casas, a Vala Real e a Escaroupim, dotadas de um pátio comum, são resultado de antigas habitações agora recuperadas para alojamento local. As Casas do Falcoeiro (Rua Mártires da Pátria, 56 e 60, Salvaterra de Magos. Tel. 917224436) oferecem habitações T1+1 em mezaninne com capacidade para até 12 pessoas.

Benavente Vila Hotel
Situado em pleno centro da vila, o Benavente Vila Hotel (Praça da República, 39/40, Benavente. Tel. 263518210) oferece o ponto de partida ideal para partir, a pé, à descoberta da localidade. De personalidade moderna e atual, dispõe de 20 quartos, dos quais dois são suítes, todos seguindo a mesma linha contemporânea. O restaurante, que reinterpreta a cozinha regional, e o bar panorâmico, de onde se avista a lezíria verde e o azul do Tejo, completam a oferta. Quarto duplo desde €65.

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