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Reserva da Faia Brava: Natureza selvagem no Vale do Côa

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Houve um tempo em que homem e natureza eram um só. Em que não era preciso marcar no calendário para passar um bom bocado em contacto com a terra em estado puro, entre plantas, animais, cheiros e aromas que emanam naturalmente do campo ou a olhar para um céu pejado de estrelas. Na Reserva da Faia Brava convida-se a reviver esse passado longínquo.

À luz das gravuras, nas margens do Côa a natureza ganha nova dimensão: aquela que conseguimos antever quase inalterada há milhões de anos, celebrada pela arte de outros tempos, e que aqui estará, incólume, daqui a outros tantos, se a soubermos preservar. Assim é o Vale do Côa, uma região onde a natureza selvagem liga bem como uma dinâmica local própria, sempre dedicada a percorrer os trilhos como há milhões de anos atrás.

Aqui inserida, a Reserva da Faia Brava - no Parque Arqueológico do Vale do Côa (Património da Humanidade UNESCO) - área protegida privada adquirida e gerida pela Associação Transumância e Natureza - é casa de 180 espécies de plantas e 40 espécies de aranhas e 130 espécies de insectos, mas também 149 espécies de vertebrados, nomeadamente 6 peixes, 9 anfíbios, 9 répteis, 106 aves, e 25 mamíferos. Os animais e a dinâmica própria da reserva podem ser desfrutados sem pressas durante uma caminhada pelo trilho da grande rota.

O que fazer:
A Grande Rota do Vale do Côa

Se as margens do rio Côa representam a face mais visível da arte representando a profunda ligação do homem com este território, há uma coleção de razões que convidam a um passeio pelo Parque Arqueológico. A Grande Rota do Vale do Côa começa ou termina no Museu do Côa, um espaço onde se explica tudo o que há para saber sobre a manifestação artística dos nossos antepassados corporizada nas gravuras rupestres. Se o Parque Arqueológico é a maior exposição do mundo de Arte Paleolítica ao ar livre, o Museu (Rua do Museu, Vila Nova de Foz Côa. Tel. 279 768 260) reúne objectos encontrados durante as escavações, revelando a arte e a vida rupestre do Côa, nos períodos Paleolítico e Neolítico, com audiovisuais e réplicas (€6). A partir daqui também pode fazer visitas noturnas (desde €20) que percorrem algumas gravuras com a luz ténue artificial que permite apreciar esta arte sob novos ângulos. Visitar o núcleo de arte rupestre custa €15. Rua do Museu, Vila Nova de Foz Côa. 279 768 260

Visitas guiadas e observação de aves
Ao longo do rio Côa habitam aves dispersas, mamíferos e muitos insetos. Pode partir à descoberta destes “bichos” numa visita guiada ao Parque Arqueológico. As muitas aves que fazem deste local a sua casa também podem ser observadas. Na reserva da faia Brava, a ATNatureza organiza caminhadas pela reserva ao longo de 4 a 5 km e 2 a 3 horas de passeio e observação. Custa €20 por pessoa e inclui seguro, guia e binóculos. Rua Pedro Jacques de Magalhães, 3, Figueira de Castelo Rodrigo. Tel. 271 311 202

Termas do Cró
As águas medicinais oriundas da Ribeira do Boi serão usadas há milhares de anos para o tratamento de diversas patologias. Hoje, é no moderno complexo Termal do Cró - onde encontra também um hotel - que tudo acontece. Parque Termal do Cró, Estrada Nacional 324, km 123, Rapoula do Côa. Tel: 271 589 000

Onde dormir:


StarCamp - Safari Camp

Dormir sob as estrelas como há milhões de anos atrás… Uma experiência singular em contacto direto com a natureza que pode ser desfrutada numa confortável tenda instalada em plea Reserva da Faia Brava. No StarCamp há três disponíveis com preços a partir de €103. Sítio da Milhoteira, Reserva da Faia Brava, Vale de Afonsinho, Guarda. Tel. 961336043

Colmeal Countryside Hotel
Envolvido pela natureza, o Colmeal Countryside Hotel tem 13 quartos e um apartamento T2, distribuídos entre a “Casa dos Cabrais” e uma “Casa de Campo” recuperada estão rodeados por um jardim, uma agradável esplanada, onde dá para tomar o pequeno almoço ao ar livre, parque infantil, solário, piscina e um spa, com sauna e massagens. Quarto duplo desde €85. Quinta do Colmeal, Colmeal, Figueira de Castelo Rodrigo. Tel. 271 312 352


Onde comer:


Restaurante O Lagar

Aqui se elaborava o, já na altura, afamado vinho da região. No antigo lagar recuperado, o predomínio é para os pratos regionais, a começar pelos queijos e enchidos, e continuando no cacho de vitela barrosã ou o arroz de entrecosto malandrinho com borras de vinho tinto. No final, é Comer e Chorar por Mais. Preço médio: €12. Rua do Lagar, 1, Escalhão. Tel. 271 346 974

Taberna do Carró
O pão, a tábua de queijo terrincho, enchidos, alheira, omeleta de espargos silvestres e cogumelos salteados são alguns dos petiscos emblema da região que antecedem a carne mirandesa na brasa. Mesmo ao lado da Taberna do Carró, no espaço Arte, Sabor e Douro, também se vendem os produtos tradicionais e certificados. Preço médio: €15. Largo General Claudino, 24, Torre de Moncorvo. Tel. 279 252 699

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