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Rota das Linhas de Torres: Revisitar a História em família!

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Muitos ouviram falar pela primeira vez das Linhas de Torres nas últimas semanas, muito por culpa do filme gravado por cá. Se foi um dos que ficou com a curiosidade aguçada, porque não descobrir em família um pouco mais desta história?

A Rota Histórica das Linhas de Torres – uma parceria dos municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira - abrange as várias linhas de fortificações que impediram o avanço das tropas napoleónicas até Lisboa, na altura da guerra peninsular. Para isso foram construídas, em segredo, 152 fortificações na região, numa colaboração entre britânicos e portugueses.

Nos últimos anos muitos dos fortes (cerca de 20) foram recuperados pelos municípios, de modo a recuperar e valorizar este património histórico único. Uma das linhas mais importantes era a Linha de Wellington, nome inspirado em Arthur Wellesley, Duque de Wellington e máximo responsável pela implementação do sistema de defesa. É na vila de Sobral de Monte Agraço que sugerimos que parta à descoberta desta fascinante linha de baluartes defensivos!

A Praça Dr. Eugénio Dias, em Sobral de Monte Agraço, acolhe um centro interpretativo, com o intuito divulgar a história das linhas, do Duque de Wellington e dos percursos pelos mais relevantes pontos de interesse. O Centro de Interpretação das Linhas de Torres (entrada de 3 Euros; 1.50 Euros para famílias, séniores e grupos de mais de 10 pessoas) está aberto de terça a domingo e é um excelente ponto de partida para conhecer as linhas, mais especificamente a que passa pelo concelho, a Linha de Wellington. O Centro está instalado num edifício quatrocentista e integra uma exposição permanente com utensílios, armas e trajes da época. Mas é no exterior que pode conhecer, in loco, os lugares mais significativos da linha. Visite os locais pelo seu próprio pé ou através de visitas guiadas (sob marcação prévia) promovidas pelo Centro de Interpretação. Destaque para o Circuito do Alqueidão (20 Euros para grupos até 30 pessoas e 30 Euros para grupos com mais de 30 pessoas), que integra alguns dos pontos de interesse ligados à linha de Wellington.

O Circuito do Alqueidão permite conhecer alguns dos mais emblemáticos pontos de interesse desta linha: a Igreja de Santo Quintino, um templo classificado como Monumento Nacional, do século XVI, com um magnífico portal de características manuelinas e renascentistas e um interior recheado de azulejos; o Forte do Alqueidão, um dos principais fortes das Linhas de Torres e a fortificação que dá nome ao circuito; a adjacente Estrada Militar; os fortes do Simplício, Machado, Pequeno e Grande; e, finalmente, a Quinta dos Freixos, o quartel-general de Wellington.

Se ficar com vontade de conhecer mais, pode fazer a pé a totalidade da Rota Histórica das Linhas de Torres, através de um percurso pedestre de Grande Rota (GR30) que ambrange as restantes linhas ou optar por outros circuitos disponíveis nos diversos postos de turismo dos seis municípios que integram a rota. Algumas sugestões de passeio que aliam património e natureza e que prometem dar a conhecer, tanto a míúdos como a graúdos, este fascinante período da história de Portugal!

Onde comer:
Sabores do Oeste
Vilamanjar
Saloio
O Lampião
Sabores da Quinta
O Fuso
Trás d'Orelha

Onde dormir:
Quinta Salvador do Mundo
Quinta de São José
Aldeia da Mata Pequena
Quinta de Santa Maria
Areias do Seixo Charm Hotel

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*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.