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O melhor de Angola prova-se em Lisboa, à mesa do Mwana Pwo

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Entrar no restaurante Mwana Pwo é muito mais do que entrar num simples restaurante, dos muitos que caracterizam o panorama da restauração do Parque das Nações em Lisboa. Passar a porta do Mwana Pwo é cruzar, de forma quase instantânea, os mais de 5.770 km que separam Lisboa de Luanda e chegar em segundos a uma realidade que trás saudades a milhares de pessoas.



No restaurante Mwana Pwo sente-se Angola em todos os detalhes, em todas as cores, em todos os cheiros e em todas as memórias, constantemente partilhadas entre clientes e proprietários. No dia em que se faz história e o novo presidente de Angola, João Lourenço, chega a Lisboa para a primeira visita de Estado a Portugal, nada melhor do que sentir o país à mesa, recordar partos típicos ou, para quem ainda não conhece, ficar seduzido pelos sabores ofertes e exóticos da comida angolana.



Os mais desconhecedores dos pratos da gastronomia angolana não reconhecem os ingredientes usados no restaurante Mwana Pwo. Os outros, os que passaram por Angola, recordam de imediato cada um. Para todos, sugere-se que a refeição comece com Paracuca ou ginguba torrada (€3,50) que é, na prática amendoim, Kitaba, a ginguba servida torrada e moída (€3,90), ou com banana assada com ginguba torrada (€8,50).

Nos pratos principais, se possível acompanhado de uma Cuca, a cerveja “oficial” de Angola, prove o arroz da Ilha de Luanda, para duas pessoas, €24,90), e que consiste num arroz malandro de corvina fresca, camarão, amêijoas, pimentos e ervas. Há também o Calulu de peixe (€14,90), que leva peixe fresco, corvina seca, folhas e quiabos e é servido com funge de mistura ou de milho ou arroz, ou ainda o Muzongué ou Caldo de peixe (€14,90), um caldo de peixe seco e fresco, batata-doce, banana pão, mandioca e farofa. Da brasa é ainda servido o Mufete de tilápia (€14,90), grelhado, com batata-doce, mandioca, banana pão, feijão de óleo de palma, vinagrete e farinha de mandioca.



No que às carnes diz respeito, o restaurante Mwana Pwo leva à mesa Calulu de carne seca (€14,90), servido com arroz ou funge, Cabidela à angolana (€12,90) e a já internacional Moamba de galinha com dendém ou ginguba (€13,50). A já famosa Cachupa da casa (€12,90) vem com milho, feijão, várias carnes e enchidos e o Caril de borrego com leite de coco (€14,90) sugere-se que acompanhe com funge de milho ou arroz branco. Termine com uma Canjica doce (€3,90), de milho partido, preparado com leite condensado, coco ralado, leite de coco e coco torrado, ou com um Gelado do Múcua (€5,90) o fruto do Embondeiro, uma árvore africana de grande porte e uma das mais grossas do mundo, que pode armazenar até 120.000 litros de água.



Saiba ainda que o nome do restaurante, Mwana Pwo (Rua do Bojador, 65, Lisboa. Tel. 218 249 360), vem de uma máscara tribal, originaria do grupo Tchokwe do povo Lunda, e que é exibida nas manifestações culturais e danças tradicionais deste grupo. Representa o espírito feminino, simbolizando a graciosidade e elegância da mulher.

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