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O verão chegou à mesa no Pesca

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Ainda não fez um ano de portas abertas, o Restaurante Pesca de Diogo Noronha no Príncipe Real, mas já se assume como um projeto único em Portugal. Sob a filosofia de elevar o peixe e marisco nacionais a outro patamar, afirmou-se numa das mais internacionais zonas da cidade, sempre com o mar à vista, ainda que de forma figurada. A nova carta assim continua, afinal, diz Diogo Noronha, temos o melhor peixe e marisco do mundo.



Na carta que acaba de ser apresentada aos clientes, Diogo Noronha propõe-se, no Restaurante Pesca, a homenagear, de forma colorida, a sardinha portuguesa. São servidas com um cremoso de grão-de-bico, pimentos vermelhos braseados, citrinos confitados e ice plant. Uma entrada surpreendente que assume a maior consistência do talentoso chefe, que apresenta ainda, para começar, um Tártaro de atum de temporada, morangos e soja, couve rábano e sumo de beterraba e uns Espargos verdes na brasa, cantarelos glaceados, queijo da ilha, carvão vegetal e mostarda do mar.



Nos pratos principais, a nova carta do Restaurante Pesca apresenta a Garoupa da pedra dos Açores, peixe este que Diogo Noronha quer valorizar. A introdução da Garoupa da pedra dos Açores é o reflexo da preocupação do chefe em reduzir a pegada ecológica. Para isso, pretende identificar espécies em abundância nos mares nacionais e associa-las a propostas gastronómicas. Valorizar espécies abundantes menos consumidas é, considera Diogo Noronha, uma forma de proteger espécies em risco. Nesse sentido, e também do arquipélago do Açores, na carta apresenta a Anchova dos Açores, com bisque de milho doce, espigas assadas, berbigão em escabeche e tapenade de azeitona negrinha.



Nos menus de degustação também há novidades. Diogo Noronha propõe agora o “Maresia”, de quatro momentos, e que presta homenagem a algumas das pérolas em Portugal. Do Rio Sado chegam as ostras, da área protegida da Ria Formosa vem o Valverde da Praia e do arquipélago dos Açores, a Garoupa da pedra. No menu “Maré”, uma versão mais alargada do anterior, promete levar o paladar numa viagem da terra até ao mar profundo. Os sabores da montanha são o início da experiência que pode ir até aos 1200 metros de profundidade. São sete momentos recheados de propostas da terra e do mar, que homenageiam a diversidade da costa Atlântica e a ligação dos portugueses ao mar.



Também a pensar no verão, há novidades na pastelaria do Restaurante Pesca. A criatividade de Claiton Fernandes leva em exclusivo para o menu “Maresia”, Morango e ruibarbo, sable Linzer, creme Namelaka de zéphyr 34% e sorvete de orchata de arroz. Na carta, a novidade chama-se “o Tomate”, uma criação de cremoso de leite e manjericão, Azeite DOP transmontano e terra de vegetais.



Acompanhe a refeição com um dos novos cocktails de autor, criados por Fernão Gonçalves. Destaca-se o julep de banana e caju, uma surpreendente combinação de whisky com banana da madeira assada na brasa, o vodka fizz de flor de sabugueiro e pepino, servido no copo exclusivo criado pela ceramista Cátia Pessoa, ou o já famoso negroni salgado envelhecido com funcho.

O Restaurante Pesca fica na Rua da Escola Politécnica, 27, em Lisboa (Tel. 213 460 633). Encerra à segunda feira.

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