Boa Cama, Boa Mesa

Siga-nos

Perfil

Perfil

Boa Cama

Conheça o hotel que é uma homenagem a Vasco Santana e onde nem falta uma fonte de vinho

  • 333

carlos vieira

A famosa cena no filme de 1942 em que Vasco Santana faz um furo na parede e, em vez de água, começa a jorrar vinho palheto, está na memória de toda a gente. Faz parte do filme “O Pátio das Cantigas”, realizado por Francisco Ribeiro e retrata a vida num típico bairro lisboeta por ocasião das festas dos Santos Populares. A cena é das mais emblemáticas de toda a fita e poucos são os que não soltam um sorriso largo quando o vinho começa a jorrar da parede.

Mikhail Ubaydulaev, apesar de não entender uma palavra de português da primeira vez que viu o filme, também achou graça à cena. A ponto de, quando decidiu abrir o novo hotel da baixa de Lisboa, não ter hesitado e ter dado o nome ao empreendimento de O Artista. Pesou também que este edifício no Largo do Regedor, onde hoje é inaugurado oficialmente o hotel, tenha sido propriedade de Vasco Santana, o que justificou, de imediato a homenagem. A proximidade com o Coliseu e com o Teatro Nacional D. Maria II e o Politeama também pesou na decisão.



O resultado deste investimento é o hotel O Artista, com 16 luxuosos apartamentos e 5 quartos distribuídos por cinco andares (a partir de: €151), decorados por Nini Andrade Silva e por João Tiago Aguiar que se inspiraram na atmosfera cénica do espaço. Para levar os hóspedes numa viagem ao mundo das artes, existem detalhes nos apartamentos que remetem para profissões artísticas, prestando homenagem a inspiradores ofícios como Pintor, Escultor, Dramaturgo, Escritor, Compositor, Perfumista ou Ator.



Regressando à cena do vinho, recorde-se agora que o hotel O Artista tem também um restaurante a que foi dado o nome de O Ato. A sala, sóbria e elegante, destaca-se por ter uma fonte, na sala principal, que deita vinho, reproduzindo a famosa interpretação de Vasco Santana. Por aqui servem-se pratos construídos com base nos sabores tradicionais portugueses, especialmente lisboetas, e harmonizados por uma seleção criteriosa de vinhos. A cozinha está a cargo do premiado chefe Miguel Laffan que propõe sabores genuínos, com apresentações contemporâneas, que fazem de cada refeição uma verdadeira experiência. Prove a Salada César de Sapateira e abacate (€18), o Polvo tépido, batata, pimentos e maionese de chouriço (€16), ou a Sopa rica de peixe (€16).



Na secção “Portugalidade” da carta do restaurante O Ato, Miguel Laffan propõe Bacalhau de cura especial nas brasas, xerem de chouriças e couves grelhadas (€28), Massada de cherne e berbigão (€28), Filetes de pescada, molho de pimentos assados e arroz cremoso alimonado (€24) e ainda um Prego à marisqueira (€16). Miguel Laffan tem ainda na carta três opções de peixe, o Robalo de Linha, o Pregado à Menuiere e o Pargo legítimo (€30), em que o cliente escolhe a guarnição e o molho a acompanhar. O mesmo sucede com a seleção de carnes, entre Vazia maturada de origem ibérica, Presa de porco de raça alentejana ou Perna de cabrito assado lentamente.



O hotel O Artista e o restaurante O Ato (Largo do Regedor, 17, Lisboa. Tel. 211 166 099) não encerram.

Acompanhe o Boa Cama Boa Mesa no Facebook e no Instagram