Boa Cama, Boa Mesa

Siga-nos

Perfil

Perfil

Boa Cama

Regressar às origens na Quinta da Pousadela

  • 333

Quando o bosque começar a adensar-se e parecer que vai entrar no conto dos irmãos Grimm, depois de passar várias aldeias na estrada de montanha que liga Amarante e Olô, é porque está a chegar. Não é que dê para ir a grande velocidade, mas esteja atento porque um sinal vai apontar para uma descida de paralelos, informando que faltam apenas mais duas ou três contra curvas para a Quinta da Pousadela.

A tecnologia pode bem ficar de fora desta viagem já que o nem sempre fiável GPS envia normalmente os seus fiéis seguidores por um caminho muito mais longo. Por isso, antes de partir, faça à moda antiga: telefone, que os prestáveis colaboradores dão todas as indicações para chegar sem sobressaltos.

Quando parar, quase obrigatoriamente debaixo de uma árvore, inspire e deixe o ar puro entrar bem fundo nos pulmões. Vai começar a sentir-se renovado.

Pôr mãos à obra


Quando a avó do atual proprietário chegou à Quinta da Pousadela tinha acabado de ficar viúva e precisava de fazer-se à vida. Aqui chegou com a irmã e, juntas, arregaçaram as mangas e souberam reerguer a propriedade de 60 hectares.

O neto fez o mesmo: Manteve os densos hectares de floresta, cultivou os 5 hectares de vinha mas acrescentou alguns ingredientes que trazem renovada vivacidade a este ambiente tranquilo: O que começou por ser “apenas” um restaurante é agora uma pequena aldeia.

As antigas casas foram recuperadas preservando a sua estética e configuração iniciais, dando origem a quatro quartos duplos, duas casas e dois apartamentos de tipologia T1 e T2 respetivamente. Preservaram-se também os caminhos entre elas, bem como a casa maior, onde hoje se ergue o restaurante.

Espírito de aventura
De resto, a natureza permanece quase intocada. À exceção das vinhas, e de um nogueiral bastante extenso, a maior parte do terreno da Qiinta da Pousadela não é cultivado mas resulta num denso bosque onde também é possível partir à aventura. Há dois percursos pedestres assinalados, um na vinha, outro na montanha.

Um pequeno paraíso para quem vem da cidade, perfeito para apreciar o silêncio ou ouvir histórias do passado, de copo na mão, também à beira da piscina.

Os sabores do restaurante Senhora Dona, cuja carta está agora mais contemporânea, ajudam a compor o ambiente rural, concedendo um toque de sofisticação. A carta ajusta-se aos ritmos da natureza, aproveitando o que a quinta dá e acrescentando-lhe carne maronesa e azeite de Trás-os-Montes.

Pão de alho com tomate cherry marinado (€3,50), Alheira com puré de maçã (€4,50), Polvo à lagareiro (€16); Naco à Senhora Dona (€14) e, no final, Torta de cenoura (€3) ou Pudim Abade de Priscos (€3,50) são boas opções. Acompanhe, naturalmente, com os vinhos verdes da quinta. Pousadela, Arinto, Reserva e Rosé também se saboreiam bem sozinhos.

Porque slow living não é sinónimo de estar parado, os mais aventureiros têm na Pousadela terreno fértil para partir à descoberta de novos territórios: Há passeios de jipe pelo Marão, provas de enduro país fora mas também Wine Tasting de jipe ou simples passeios pela quinta provando vinhos e queijos locais.

Quanto à estadia na Quinta da Pousadela,(Rua Central de Ôlo, 353, Amarante) imbuída de silêncios apenas interrompidos pelos sons da natureza, custa a partir de €63 para um quarto duplo em época baixa.

Acompanhe o Boa Cama Boa Mesa no Facebook e no Instagram!