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Champanhe ou Espumante? Anantara Vilamoura estreia "Wine Fights"

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Sven Ellsworth

Estão a chegar as “Guerras do Vinho”. O primeiro combate leva ao “ringue” duas regiões diferentes com as bolhinhas como denominador comum. Quem irá ganhar esta batalha?

O ringue está a acabar de ser montado, as cordas esticadas, o árbitro a postos e as cadeiras para o público alinhadas para receber uma plateia exclusiva de apenas 12 pessoas. Significa, o que acabou de ler, que a sala do restaurante EMO, no Anantara Vilamoura Algarve Resort, é o palco, que o árbitro do combate é João Chambel, Sommelier do Ano 2105 e que o confronto está prestes a acontecer, já esta sexta-feira, dia 24 de novembro.



Como se fosse um combate, há também um organizador, o homem que seleciona os “pesos pesados” que vão subir ao ringue para demonstrar se quem ganha é, afinal de contas, o champanhe ou o espumante. O Don King desta história é António Lopes, “Wine Guru” do Anantara Vilamoura, que pretende que este seja apenas um de muitos combates, e que mais do que ganhar o melhor, todos sejam vencedores, quer os vinhos, quer os produtores convidados, quer, obviamente, os 12 participantes da plateia.



As regras dos “Wine Fights” são simples: há dois produtores, de duas regiões diferente em “combate”, que partilham algo em comum, neste caso a Quinta das Bágeiras e a Champagne Henri Giraud, e o facto de serem ambas as regiões produtoras de vinho espumante. Depois de servidos os vinhos, diz António Lopes, “a ideia é ter, num ambiente informal mas intimista, os convidados a bombardear os produtores com perguntas. Ao mesmo tempo que cada um tenta responder tendo em conta a zona de onde são provenientes”.

O papel do árbitro, ou do moderador, como preferirem, é distribuir o jogo e colocar perguntas, quando se tornar oportuno em cada ocasião. Os produtores podem ter treinadores, caso o pretendam (o mesmo é dizer convidados) que podem ajudar com traduções, ou explicações, ou algo que seja necessário para tornar esta “Guerra de Vinhos” mais disputada. No “último round”, cabe ao público, numa prova cega, descobrir de onde vem o vinho dado a provar.

Antecipando o confronto, João Chambel diz que a principal diferença que estará a combate será “sempre o terroir. Não apenas os solos, mas tudo o que implica. Champagne é uma das regiões mais frias do mundo e isso tem sem dúvida uma influencia tremenda nos vinhos que ali são produzidos. Se aliarmos a isso a sabedoria de gerações obtêm-se um perfil bem diferente dos nossos espumantes”. Continua João Chambel, dizendo que “em relação à Bairrada, o "terroir" também manda muito. Há também tradição, mas a influencia atlântica transmite grande frescura aos vinhos”.



No que toca às diferenças, dos vinhos que vão subir ao ringue deste primeiro “Wine Fights” no restaurante EMO, João Chambel destaca que se vão encontrar “champanhes com estágios muito prolongados sobre as leveduras na garrafa, que lhes dão um caráter bem diferente dos nossos, alguns até que “sofrem” estágio em madeira que lhes acrescenta complexidade e corpo”. Se bem que a diferença essencial entre o champanhe e os espumantes é a bolha. No champanhe, é sempre mais fina”.



Nesta primeira edição do projeto “Wine Fights”, conclui João Chambel, “as diferenças e similaridades serão bem patentes e, certamente, mais que uma prova, será uma “Masterclass” onde ficaremos a perceber as diferenças entre os vários estilos de vinhos de ambas as regiões. Cada entrada, ou seja, lugar à mesa, custa €90, com jantar incluído.

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