Flores comestíveis: Aprender, comprar e comer!

04 Abril 2012

Mousse com pétalas de rosa? Arroz com dentes de leão? O uso de flores na cozinha já não se limita à decoração ou ao tempero. Saiba como usar estes novos e aromáticos ingredientes.

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    Esqueça as papoilas, os lírios, os cravos, as hortênsias ou os malmequeres. Essas não se podem comer e é até perigoso para saúde fazê-lo por terem componentes tóxicos para o corpo humano. Esqueça também as flores “ de cheirar”, “de decorar” e “para oferecer” que se compram em floristas, por serem adubadas com produtos químicos não consumíveis.

    Para ter a primavera no seu prato, seguir a tendência e “imitar” verdadeiras iguarias de renome da cozinha contemporânea, experimente usar ingredientes como rosas, calêndulas ou amores-perfeitos. Mas com precaução porque, lá está, nem todas as flores são comestíveis! É preciso conhecê-las e comprá-las nos sítios certos. Duas espécies idênticas podem ter sofrido tratamentos diferentes que as distinguem entre serem ou não comestíveis.

    Comece por procurar em mercados tradicionais e em alguns supermercados com produtos frescos. As flores comestíveis à venda nestes locais são produzidas de forma especializada para a cozinha, respeitando os processos de cultivo dos produtos alimentares. As mais usadas são: pétalas de rosa, gerânio, capuchinha (ou flor de nastúrcio), calêndula (ou dente de leão), flor de borago, begónia, tulipa ou alfazema. São maioritariamente usadas em saladas, sobremesas ou bolos, como complemento aromático de pratos principais ou sob a forma de infusão ou conserva. Aromatizar o azeite ou vinagre com amores-perfeitos. Fazer cubos de gelo com pétalas de rosa. Colorir o arroz com dentes-de-leão. Ou servir uma salada com gerânios. A imaginação é o limite! Ainda assim, o melhor é pesquisar, ou fazer um workshop, antes de por mãos à obra.

    Em Lisboa, o Museu do Oriente promove um Atelier de Flores Comestíveis no dia 21 de abril, sábado, entre as 10h e as 13h. É uma pequena formação, a cargo da especialista Fernanda Botelho, em que irá conhecer a infinidade de flores, ervas e plantas comestíveis, ao mesmo tempo que aprende a cozinhá-las de forma simples, original e saborosa. A participação no curso tem o valor de 30 euros e as inscrições devem ser feitas no site do Museu do Oriente. Apresse-se, já que a formação está limitada a um máximo de 20 pessoas. 

    Também a Fundação Serralves, no Porto, agendou uma formação com a duração de três horas sobre Flores Comestíveis e Germinados no dia 19 de maio (sábado), com repetição no dia 13 de setembro (quinta-feira). A orientação está a cargo de José Pedro Fernandes e Dina Alves e a participação custa 20 euros. Para conhecer (bem) as flores comestíveis, aprender a cozinhá-las e ganhar novas ideias para os seus pratos a inscrição é feita através do site da Fundação Serralves.

     

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    *Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.?

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