Boa Cama, Boa Mesa

Siga-nos

Perfil

Perfil

A Escolha de...

A escolha de... Celina da Piedade

  • 333
1 / 5

2 / 5

3 / 5

4 / 5

5 / 5

Começou a tocar aos cinco anos, tem colaborado com nomes importantes da música nacional e internacional, mas só aos 34 lança o seu primeiro CD, “Em Casa”.

Começou a tocar aos cinco anos, tem colaborado com nomes importantes da música nacional e internacional, mas só aos 34 lança o seu primeiro CD, “Em Casa”.

Depois de completar o Conservatório de Música de Setúbal, Celina da Piedade, acordeonista, cantora e compositora, licenciou-se em Património Cultural na Universidade de Évora e fez uma pós-graduação em Música Popular na Universidade Nova de Lisboa. Paralelamente, sempre deu aulas de canto tradicional, atuou em bailes, integrou vários projetos musicais, tocou em bandas sonoras para cinema e televisão. Em 2004, começou a colaborar com Rodrigo Leão, participando, desde então, em todos os discos e concertos do compositor. Mayra Andrade, Ludovico Einaudi, Fernando Alvim, António Chainho ou Samuel Úria constam, também, da longa lista de nomes com quem já trabalhou. Agora, surge com o seu primeiro CD a solo, Em Casa, para o qual compôs vários temas e onde a sua excelente voz acompanha o acordeão.



O Livro:
“On Beauty”, de Zadie Smith

Zadie Smith é uma jovem escritora britânica exímia em retratar encontros e choques culturais. Há já alguns anos tinha acabado de ler a versão original, quando, por uma brilhante coincidência, a conheci numa viagem à Sardenha. Nos dias que se seguiram a esse encontro fiquei totalmente isolada no meio da ilha e a minha companhia foi a versão italiana do livro.



A Música:
“Lembra-me um Sonho Lindo”

É tão difícil escolher um só título! Lembra-me um Sonho Lindo, do Fausto, é sem dúvida uma das mais marcantes da minha vida.



O Fim de semana:
Por feiras de velharias

É um excelente argumento para passear, por exemplo, pelo Alentejo, à procura das várias feiras de velharias que acontecem um pouco por todo o lado. Encontram-se verdadeiras pérolas: livros, artesanato, panos antigos... Para mim é uma alegria!



O Espetáculo:
“Stabat Mater,” de Pergolesi

A peça é uma das últimas composições de Pergolesi (1710-1736), que morreu muito novo. Conheci-a ainda estudante do Conservatório e ouvi-a vezes sem conta. Impressiona-me até ao fundo da alma. Sei-a ao pormenor. A última vez que a ouvi foi pelo Divino Sospiro, no CCB.



O Bar:
Frágil

O Frágil, por ser uma espécie de casa onde ensaio com o Rodrigo Leão e onde já festejámos coisas memoráveis, como novos discos e a amizade que nos une. Mas raramente o frequento à noite. Sou mais do sol. Gosto de bares de livrarias, como os da Ler Devagar e da Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa, e de sítios especiais para lanchar, como o Fugas Lusas, em Setúbal, e o espaço Tradições, em Palmela.



O Restaurante:
Kéfish, em Setúbal

Excelente no peixe e ainda mais na simpatia. É gerido pelo Stéphane e pelo Michel, que sabem transformar algo tão simples como um prato de batatas cozidas num festim de sabor! Tem esplanada num dos largos mais típicos de Setúbal e, além das iguarias da terra, serve ótima comida italiana e pizas muito originais (com sardinha, por exemplo).

 

Acompanhe o escape.pt no Facebook!

*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.