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Lisboa: 8 quiosques para aproveitar o bom tempo

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Pitorescos que são, os quiosques de Lisboa brotam como cogumelos (perdoem a piada fácil) e atraem cada vez mais locais e turistas à procura de esplanadas com pinta e boas panorâmicas da cidade. Ótimos poisos para beber um copo ao fim do dia ou fazer uma refeição ligeira, costumam ser ponto de encontros das mais variadas tribos urbanas.

Quiosque de São Pedro de Alcântara
Ainda os quiosques não estavam na moda e já o jardim de São Pedro de Alcântara era anunciado com uma dos locais de culto para ver as vistas na companhia de uma imperial ou um copo de vinho. Virado de frente para a colina do Castelo e debruçado sobre o Martim Moniz e a Baixa, no quiosque onde em época de campeonato de futebol se juntam adeptos de várias nações para ver a bola, não há como fugir à sangria de espumante ao final do dia, que rapidamente se pode transformar num lanche ajantarado com uma tosta de pão caseiro ou uma salada.
Rua de São Pedro de Alcântara, Lisboa

Quiosque do Cais do Sodré
Abriu em fevereiro depois de um longo, muito longo período de obras que tornou a circulação no Cais do Sodré ainda mais infernal. Agora que as zonas pedestres já ganharam a luta contra o trânsito, o novíssimo quiosque à beira Tejo é uma das boas notícias do ano não só para quem vive na cidade mas, e sobretudo, não vale a pena fugir à evidência, de quem vem em passeio. Da ementa fazem parte alguns clássicos tradicionais “para agradar a turista”, como a ginjinha, os pastéis de nata e o vinho do Porto, que se juntam aos muito procurados cocktails, às pizzas feitas na hora, aos salgadinhos e às saladas e bowls saudáveis em hora de refeição. Ao lado, há bicicletas para alugar e pedalar até Belém sem dar pelo tempo a passar.
Cais do Sodré, Lisboa

Quiosque Popular
Não será, em termos de oferta, um dos quiosques mais ricos da cidade, mas está certamente entre os mais tranquilos e, por ora, desconhecidos espaços de convívio da zona histórica. Em pleno Jardim da Cerca da Graça, aberto há pouco mais de dois anos, num pequeno socalco onde se encontram a Graça e a Mouraria, além dos espaços verdes e banquinhos para sentar à sombra (que ainda não é muita porque as árvores, naturalmente, levam o seu tempo a crescer), há um pequeno pomar, um parque infantil, mesas para piqueniques e um quiosque simpático com carta dedicada às sandes e aos bolos caseiros, com oferta de algumas espirituosas, imperiais e cerveja. Fecha às 22h00.
Jardim da Cerca da Graça, Calçada do Monte, Lisboa

Quiosque Lisboa
Há sítios em Lisboa que, não se sabe bem como, continuam intocados pela vaga turística. O quiosque Lisboa, na Praça das Flores, espantosamente, é um deles. Rodeado por uma simpática pracinha ajardinada e por clássicos como o Pão de Canela (com o brunch mais antigo da cidade) e mais uns quantos restaurantes com esplanada, como é caso do Café Tehran, reúne meia dúzia de mesas e cadeiras roxas onde os vizinhos se encontram para café a seguir ao almoço, uma limonada ou um chá gelado a meio da tarde ou um copo de vinho ao final do dia. Para comer há sandes, salgadinhos e alguma doçaria tradicional.
Praça das Flores, Lisboa

Quiosque do Adamastor
É um melting pot que reúne as várias tribos que se movimentam por Lisboa. Há quem prefira ficar na esplanada do quiosque, entre imperiais, e quem vá buscá-las à vez enquanto se senta no chão ao pé da grade debruçada sobre o Tejo ou na meia dúzia de metros quadrados de relva que abrigam a estátua do próprio do Adamastor. Independentemente do local escolhido para “abancar”, há quem faça do Miradouro de Santa Catarina (nome oficial do sítio) paragem obrigatória em dias de sol. É comum haver música ao vivo tocada espontaneamente por alguém que aparece tão depressa como desaparece.
Rua de Santa Catarina, Lisboa

Clara Clara Café
Está no ponto mais alto da cidade, mesmo junto ao Panteão, e colado so sítio onde se realiza, desde o século XIX, a famosíssima Feira da Ladra. Do cimo da pequena colina que é o Jardim Botto Machado, que não é umas das sete oficiais de Lisboa, em dias de céu claro, avista-se até à outra margem sem grandes dificuldades e perde-se a conta às horas entre imperiais, chás gelados e copos de vinho que vão saindo do quiosque Clara Clara Café - também há tostas e sandes para refeições ligeiras. Os preços não são os mais simpáticos para a carteira mas a simpatia de quem recebe compensa o investimento.
Jardim Botto Machado, Campo de Santa Clara, Lisboa

Portas do Sol Food & Drink
Uma das coisas boas que os quiosques têm é a circulação rápida de clientes, o que faz com que haja sempre uma mesa pronta a ocupar. Mais cinco minutos, menos cinco minutos e lá se vai encaixando toda a gente. Isto costumava funcionar assim, mas desde que os turistas começaram a achar graça ao conceito - lá fora não é como aqui, bem sabemos -, entre mochilas, trolleys e outros sacos do género, fica difícil encontrar espaço para quem quer só aproveitar a panorâmica e beber um café ou um copo ao sol. Empoleirado sobre os telhado típicos de Alfama e com uma vista invejável para o rio, está estrategicamente colocado numa varanda sobre a cidade que se encontra na descida do Castelo. Tem 700 m2 de esplanada com serviço de bar e restaurante e uma sala coberta suficientemente ampla para receber grupos de jantares de convívio com ementa à medida. Durante o dia, vale aproveitar o terraço para refrescar ideias e beber da inspiração da famosa luz de Lisboa, que daqui se faz ainda mais deslumbrante. Ótima carta de vinhos e champanhes.
Largo Portas do Sol, Lisboa

BananaCafé - Torel
Lisboa não prima pelo terreno plano, como se sabe, o que faz com que a organização da cidade se faça de formas originais e inusitadas, como por exemplo projetar um jardim numa encosta. O Jardim do Torel, que liga o Campo Mártires da Pátria à Rua das Pretas (que vai dar à Avenida da Liberdade), não é caso único em termos de inclinação e embora não seja o sítio ideal para sentar na relva a jiboiar uma tarde inteira, deu muito que falar quando recebeu a primeira versão de uma praia urbana, com direito a lago transformado em piscina pública e areal à maneira para estender a toalha. A mais recente atração, que está aberta o ano inteiro, é o quiosque da marca BananaCafé, onde se comem as famosas pitecas, sandes em pão pita com recheios criativos (e outros mais tradicionais) e se bebem uns cocktails fresquinhos enquanto o sol se põe.
Jardim do Torel, Rua Júlio de Andrade, Lisboa

(Texto adaptado do artigo publicado no Expresso Diário de 03/05/2018)

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