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Cinema: “Viagens” imperdíveis à boleia dos Óscares

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Há filmes que são autênticas viagens para o espectador. Enquanto a Academia não cria uma categoria para as “Melhores Viagens”, o Boa Cama Boa Mesa facilita-lhe a vida e sugere 10 aventuras à volta do globo, do próprio tempo e não só.

Destinos paradisíacos, cidades de sonho, regressos a um passado desconhecido e até biografias ousadas: o cinema esteve ao rubro em 2017 e, no próximo domingo, dia 4 de março, as maiores estrelas de Hollywood regressam ao Dolby Theatre para o celebrar. Para ajudar o leitor nos preparativos para a festa mais glamourosa do ano – no que ao cinema diz respeito –, o Boa Cama Boa Mesa diz-lhe quais as viagens, entre os filmes do último ano (nomeados ou não), a não perder. Traga a vontade de partir rumo ao desconhecido, e venha daí!

Baywatch: Marés Vivas
Foi mais de uma década com muito sol, aventuras, músculos definidos e grandes decotes: “Marés Vivas” ocupou o pequeno ecrã entre 1989 e 2001, e regressou em 2017 com uma provocadora longa-metragem. Com a solarenga Califórnia como pano de fundo, Mitch Buchannon volta a correr areal fora, ainda que desta vez seja Dwayne Johnson, ou “The Rock”, a dar-lhe corpo. Ao seu lado, o já “veterano” ator faz-se acompanhar por um grupo de jovens promissores e irreverentes, onde se destaca Zac Efron, em estado de graça e descolado da imagem de “betinho” com que se tornou conhecido na saga “High School Musical”. "Baywatch", Comédia, EUA

Dunkirk
Esta é a primeira vez que Christopher Nolan, responsável por obras-primas como “Memento” (2000) e “Inception” (2010), é nomeado na categoria de realização. Sem a habitual colaboração do irmão Jonathan, atualmente ocupado com a série “Westworld”, o cineasta cumpre um dos objetivos da carreira e recria a épica Batalha de Dunquerque, da Segunda Guerra Mundial. Com pouco diálogo e menos ação do que alguns certamente esperariam, Nolan reimagina a tragédia ocorrida naquela praia a partir de uma série de miúdos soldados desconhecidos, heróis à força de uma guerra que era maior do que eles e que resultou em incontáveis fatalidades. "Dunkirk", Ação, Reino Unido

Blade Runner 2049
É difícil falar de 2017, e de anos recentes, sem cair na teia dos remakes e das sequelas/prequelas. No entanto, esta tendência está longe de ser sinal de falta de qualidade: veja-se “Blade Runner 2049” (2017), a prometida continuação do icónico “Blade Runner” (1982). Pode muito bem tratar-se de um futuro indesejável, mas não conseguimos resistir a mais uma viagem a este universo pós-apocalíptico. Com o realizador Denis Villeneuve, de “O Primeiro Encontro” (2016), e o responsável de fotografia Roger Deakins (caso sério nos Óscares porque já foi nomeado 14 vezes e, até agora, nunca venceu), o destino explorado pela personagem de Ryan Gosling é irresistível: pelo menos para quem o vê no conforto de casa ou de uma sala de cinema. "Blade Runner 2049", Ficção Científica, EUA

A Cidade Perdida de Z
Baseado numa história verídica e bastante polémica, “A Cidade Perdida de Z” (2016) reconstrói a mítica aventura de Percival Fawcett, um coronel britânico que se deixou encantar pela vida de explorador. Embora os registos históricos não sejam todos favoráveis a Fawcett, cuja ação na Amazónia não é, de todo, consensual, o filme realizado por James Gray é uma descoberta autêntica e reveladora de uma localização do globo que tem tanto de rica como misteriosa. Os contornos desta cidade prometida, que Fawcett acreditava esconder uma grande fortuna, são ainda hoje um enigma. "The Lost City of Z", Drama, EUA

O Grande Showman
Não é por ser uma biografia que um filme tem de ser, necessariamente, um drama. Michael Gracey estreia-se como realizador num musical, “O Grande Showman” (2017), que procura celebrar o legado de P.T. Barnum de maneira muito original. De uma infância muito pobre a um negócio “fora da caixa” de sucesso, a luta de Barnum é a prova real de que alguns sonhos podem mesmo tornar-se realidade. Mesmo para quem normalmente não é fã de musicais, “O Grande Showman” (2017) consegue equilibrar a ação e o lado musical, levando a que a sua relação surja de forma natural e não forçada. Além disso, a dupla Hugh Jackman e Zac Efron é absolutamente imperdível. "The Greatest Showman", Musical, EUA

Jumanji: Bem-Vindos à Selva
Doze anos depois da célebre aventura protagonizada por Robin Williams, entretanto já falecido, o jogo Jumanji regressa para atormentar novas gerações. Outrora um jogo de tabuleiro, segue a evolução do próprio tempo e moderniza-se, tornando-se um jogo de vídeo e, por isso mesmo, mais atrativo para novas audiências. Este passeio pela selva, naturalmente cómico, resulta numa viagem inesperada por alguns dos recantos mais sombrios do planeta e, ao mesmo tempo, pela infância e juventude dos espectadores. Para ajudar à festa, o elenco é muito forte – Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart e Jack Black –, mas tem de se comportar como um verdadeiro grupo adolescente… "Jumanji: Welcome to the Jungle", Aventura, EUA

As Estrelas Não Morrem em Liverpool
Depois de ter casado com o filho do segundo marido, a carreira da atriz Gloria Grahame nunca mais foi a mesma. Longe de Hollywood, a atriz ocupou-se pelos palcos de Londres, conhecendo, por essa altura, o então jovem ator Peter Turner. Esquecido por entre as polémicas pessoais da atriz, e os seus quatro ex-maridos, Turner contou a sua história de amor em livro, nos anos 80. Este romance é agora redescoberto no grande ecrã, com a interpretação de Annette Bening e Jamie Bell. O palco – inesperado, mas nem por isso menos atrativo – é a cidade de Liverpool, ponto de partida também da carreira de sucesso de The Beatles, por exemplo. "Film Stars Don't Die in Liverpool", Biografia, Reino Unido

Jogo da Alta-Roda
Um dos argumentistas mais celebrados da sua geração, Aaron Sorkin não se deu por conformado e, aos 56 anos, estreou-se como realizador em “Jogo da Alta-Roda” (2017). Sorkin adapta a história real de Molly Bloom, batizada “princesa do póquer” pela imprensa sensacionalista norte-americana, uma antiga promessa olímpica que fez fortuna ao gerir o campeonato underground de póquer das celebridades. Embora opte por manter secreta a identidade dos envolvidos – até daqueles que já se tornaram conhecidos, como Tobey Maguire ou Leonardo DiCaprio –, o cineasta navega pelo universo menos luxuoso de Hollywood e desmonta um dos negócios mais rentáveis (ou não) de quem, basicamente, não sabe o que fazer com tanto dinheiro. "Molly’s Game", Biografia, EUA

A Torre Negra
Stephen King é um dos autores mais adaptados ao pequeno e ao grande ecrã, e a tendência é para continuar. Em “A Torre Negra” (2017), a complexidade da trama narrativa é substituída pelas exigências do cinema, que “pede” uma ação mais rápida. Idris Elba e Matthew McConaughey protagonizam um dos confrontos mais aguardados de 2017, com uma viagem transversal pela literatura, a imaginação e a própria natureza humana. A Torre Negra é um local emblemático na ficção e, estendido à realidade, pode assumir muitas formas e metáforas. "The Dark Tower", Ação, EUA

A Paixão de Van Gogh
Pela primeira vez, uma longa-metragem é feita apenas a partir de pintura. Mais uma biografia inusitada, que, desta feita, retrata Vincent Van Gogh a partir das suas obras. Um ano depois da morte do artista, um jovem é incumbido de entregar a sua última carta ao irmão. Ao longo desta descoberta colorida e totalmente inovadora, Armand encontra-se com alguns dos vizinhos de Van Gogh que, para sua surpresa, serviram de inspiração ao artista. Mais do que um regresso ao passado e à história da arte, “A Paixão de Van Gogh” é uma obra-prima em si própria, que, a ganhar a estatueta nos Óscares, pode romper com a tradição de premiar o maior blockbuster infantil desse ano. "Loving Vicent", Animação, Polónia

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