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Boa Cama Boa Mesa 2016 atribui Prémio Carreira a Vítor Sobral

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Vítor Sobral
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Tasca da Esquina
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Peixaria da Esquina
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Trinta anos à frente dos tachos, uma carreira internacional, um modelo seguido por toda uma nova geração de cozinheiros e a vontade de continuar, pelo menos por outros tantos anos, são as razões deste prémio.

Trinta anos à frente dos tachos, uma carreira internacional, um modelo seguido por toda uma nova geração de cozinheiros e a vontade de continuar, pelo menos por outros tantos anos, são as razões deste prémio.

Como guia dinâmico, o Boa Cama Boa Mesa atribui, pela primeira vez, o Prémio Carreira, que visa distinguir uma personalidade que, pelo seu trabalho, tenha influenciado de forma singular os setores da hotelaria ou da restauração. O escolhido este ano foi Vítor Sobral, um cozinheiro com três décadas de trabalho, que nunca parou no tempo, e que tenta com sucesso convencer os países lusófonos a provar Portugal. Homem dos mil e um projetos tem vários em desenvolvimento dos dois lados do Atlântico, e que vão muito além das “esquinas” nacionais e internacionais que ocupa atualmente.

Vítor Sobral admite que tem um vício difícil de largar: adora bacalhau de todas as maneiras e tem-no mostrado em várias publicações em que o fiel amigo é o protagonista. Assume também que não se recorda de muitos momentos na vida em que a cozinha não estivesse presente. Precocemente afirma com normalidade que aos três anos já ajudava a untar as formas dos bolos e aos oito já cozinhava, até melhor do que muitos adultos.

Antes dos chefes serem vedetas e estrelas de televisão, no final da década de 80 perdeu a vergonha, saiu da cozinha e, de jaleca vestida, começou a conversar com os clientes sobre o impacto da refeição. Com este pequeno passo ajudou a quebrar o estigma do “cozinheiro” e impulsionou toda uma geração a usar a designação de chefe com orgulho.

Ao longo dos últimos trinta anos Vítor Sobral experimentou muito, acertou algumas vezes e falhou outras tantas, mas nunca atirou o avental ao chão, sempre à procura do equilíbrio certo, da mistura perfeita e da harmonização ideal em todas as casas por onde passou. Começou no Restaurante Terreiro do Paço, passou pelo Clube de Golfe da BelaVista e assentou de tachos e bagagens no elegante Alcântara Café, um símbolo da cidade no final do século passado. Mudou-se para a Gare Tejo e abriu a Cervejaria Lusitana, seguiu pelo Cais da Avenida, pelo Café Café e também pelo Rock City.

Hoje tem cinco espaços de portas abertas e em qualquer um deles recusa-se a fazer comida internacional para agradar a inspetores e insiste em cozinhar com base nas qualidades, na história e nas raízes tradicionais portuguesas. Seja na Kitanda da Esquina em Luanda, seja na Peixaria da Esquina ou na Taberna da Esquina em São Paulo, ou nos restaurantes lisboetas com os mesmos nomes.

Para Vítor Sobral, este Prémio Carreira “não podia vir na melhor altura”, por fazer 30 anos de carreira e por ser “um reconhecimento que me deixa muito feliz. Pelo trabalho que tenho feito, não me posso de maneira nenhuma esquecer da equipa que me tem acompanhado, alguns há mais de 20 anos, e na verdade, este não é um prémio só para mim, é um prémio também para eles”.

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