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Restaurante Estaminé: Elogio permanente à ria Formosa

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“Cerca de 11 km de silêncio e sossego caracterizam a Ilha Deserta, onde tudo parece encaixar-se perfeitamente entre mundos tão distintos como a terra, o mar e o ar.” É desta forma que o site oficial da Câmara Municipal de Faro apresenta a ilha da Barreta, popularmente conhecida como ilha Deserta, por não ser habitada e por ter apenas duas ou três pequenas construções, onde se inclui o cais e o farol.

O único acesso é feito por barco, a partir de Faro, através de um pequeno ferryboat, detido pela mesma empresa – Animaris - que, há 31 anos, faz a gestão do restaurante Estaminé. Para além do natural elogio à longevidade é preciso enaltecer a coragem destes empresários que mantêm o restaurante aberto ao longo de todo o ano.

Depois do agradável passeio de barco, com diversas indicações sobre a fauna e a flora da ria Formosa, chega-se ao cais da ilha Deserta e poucos passos depois ao Estaminé, que serve como um espaço de boas-vindas ao paraíso. Para lá do restaurante, um passadiço atravessa a ilha até deixar os visitantes a uma praia de areia fina e águas cristalinas, verdadeiro postal que parece ter saído de um filme… Além de uma grande extensão, que garante momentos de comunhão total com a natureza, existem alguns chapéus de colmo e espreguiçadeiras que podem ser alugadas.

De regresso ao restaurante, o Estaminé, visto do céu, dizem ter o desenho de um caranguejo. Construído em madeira, a necessidade e vontade, fez com que se desenvolvessem soluções para “produzir energia, fabricar água potável e tratar esgotos”. À mesa (a maioria de madeira e com apoio de bancos corridos), o Estaminé é um elogio à ria e ao mar e, numa visão mais larga, à magnífica cozinha algarvia.

Existe um menu “Snack-bar” para quem procura refeições mais leves (sanduíches e saladas) ou petiscos, com destaque para alguns dos mais emblemáticos da já longa história do restaurante: Camarão “da praia” (€18), com os crustáceos descascados e panados, acompanhados por uma maionese (com picante secreto), Ostras “da nossa Ria”, ao natural (€2), Muxama de atum (€9) e Biqueirões (anchovas) em vinagre (€8). Petiscos que, contas feitas, representam uma refeição completa.

Para quem procura um conhecimento mais aprofundado sobre a cozinha do Estaminé ou simplesmente uma refeição mais completa, conte com os já referidos petiscos, mas também outras entradas tentadoras (e que só complicam no momento da escolha): Salada de polvo, Cavalinhas alimadas (€9), Gaspacho (€6), Estupeta de atum (€9), uma salada fria com atum de salmoura, Amêijoas à Bulhão Pato (€19), Choco da “ilha” (€17), panado e servido em tiras com o mesmo molho dos camarões panados, e os sempre irresistíveis Carabineiros (€20/unidade), fritos com alho. Depois deste festim, o mais difícil é ter espaço para os peixes do dia, que variam conforme a oferta dos mercados, que pode ser grelhado, estufado no tacho ou assado no forno, com as últimas duas opções a exigirem o mínimo de dois “voluntários” à mesa. Conte também com Linguadinhos fritos com arroz de coentros (€20), choquinhos ou lulinhas, estufados com tinta (€25). Existem vários acompanhamentos para reforçar os pratos, mas o melhor mesmo é pedir uma refrescante Salada montanheira. Pode também perder-se pela vasta oferta de mariscos do dia e levá-los até ao tacho, de preferência servidos com arroz (Lavagante, amêijoas, lingueirão ou de marisco). Para quem pretende celebrar a magnífica gastronomia do Algarve, sinta-se obrigado a provar o Xerém de marisco da ria (€19).

Antes ou depois, siga a pé pelo passadiço e deixe-se surpreender pela beleza da praia. Leve para casa, na viagem de regresso pela ria, as palavras da equipa do restaurante: “Passados todos estes anos, continuamos a trabalhar para lhe poder oferecer o mesmo paraíso de sempre. E isso, garantimos-lhe com orgulho”. Obrigado, Estaminé, acrescentamos nós…

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