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Restaurante Torres: 50 anos em defesa da cozinha minhota

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Restaurante Torres

CRIATIVA ESTUDIO DE COMUNICACAO

É um número redondo e não está ao alcance de muitos. Em 2018, o restaurante Torres, em Vila Verde, comemora 50 anos. Abriu como café e casa de petiscos, sendo convertido em restaurante em 1981. A longevidade conquistou-se a pulso, com a dedicação de uma equipa sólida, que tornou o restaurante numa referência da gastronomia regional. Fernando e a sua mãe estão na casa desde o início e o funcionário com menos tempo de serviço, trabalha aqui há 25 anos.

Quer chegue cedo ou tarde ao Torres (preço médio: 10 a 20), conte com simpatia e a qualidade do produto, o “peixe fresco e a carne certificada”, minhota ou barrosã. Para assinalar o aniversário, acrescentaram-se novidades ao menu, sem desvirtuar a identidade do espaço. Nas entradas, destaque para o Salteado de cogumelos Shiitake (€6) e a inclusão a Trespassada (€5), que consiste em ovos mexidos com chouriço caseiro e cubos de presunto. Também há mariscos e tentações antigas, como o Estaladiço de queijo de ovelha (€6,50) e a Alheira de perdiz escalfada em azeite.

Em evolução, também na apresentação cuidada dos pratos, este menu não compromete a sua nobreza, convocando boas proteínas nas propostas principais. O Crocante de rodovalho vem com arroz de legumes (€25, duas pessoas), enquanto a Tranche de garoupa (€15) leva batata cozida com a pele . Duas novidades que convivem com clássicos como o Bacalhau à Torres , o Bacalhau “rechiado” à moda de Braga e os peixes grelhados.

No que toca às carnes, recuperou-se o Bife na Caçarola (€12,50), que começou a ser servido quando o Torres nasceu, em 1968, e depois esteve ausente da carta mais de três décadas. Serve com batatas fritas às rodelas, ovo e molho “com um segredo”. A Vitela da Avó estufada no forno, com batata assada e legumes salteados, é outra novidade. Faz sentido, porém, manter perdições como o Arroz de cabidela ou o Cabritinho assado no forno. E ainda as opções de caça (javali, perdiz, etc), e sazonais, como o Cozido à Portuguesa, Papas de sarrabulho, lampreia e sável.

No restaurante Torres (Lugar da Bouça, 280, Ponte de S. Vicente, Vila Verde. Tel. 253 361 619), há também novas versões da maçã assada e da pera bêbeda, além das inspirações habituais, como o Pudim Abade de Priscos e o Travesseiro do Abade. Aproveite os mais de 70 vinhos a copo. “Cerca de 80% das referências são novas. Quisemos afastar-nos um pouco dos vinhos das grandes superfícies e mostrar que há coisas novas, muito boas e não tão comerciais”, comenta Fernando Torres, dando como exemplos os durienses “Calheiros Cruz” e “Prova Cega”. Augusta, O Pórtico e Torres de Famalicão são os restantes restaurantes do grupo.

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