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Restaurante Caneiro: cara nova e os prazeres de sempre

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Uma profunda renovação transformou este clássico restaurante de Cabeceiras de Basto, num espaço sofisticado e moderno, sem beliscar a qualidade da autêntica cozinha minhota

Quem viu o Caneiro e quem o vê! Está há 35 anos em Cabeceiras de Basto, mas parece um novo restaurante. Na forma, mudou como a noite muda para o dia. Depois de uma renovação, reabriu em Agosto de 2016, muito elegante, moderno e sofisticado. “Respira-se” melhor, abundam os espelhos, os atoalhados são agora de pano e melhorou-se o conforto. E, se antes existia apenas uma varanda, hoje há uma esplanada onde também se servem refeições com vista para o rio Ouro e as serras.

As mudanças, neste restaurante familiar, não se ficam por aqui. Pelo restaurante Caneiro (EN 206, Caneiro, Cabeceiras de Basto. Tel. 253663566), gerido por António Esteves, Rosa Branco e a filha, Carla Esteves, parece ter passado um “vendaval” de coisas boas. Veja-se a bonita e extensíssima garrafeira climatizada. Tem cerca de 700 referências disponíveis (mais de 70 a copo), de todas as regiões demarcadas, e também internacionais. Há vinhos para todos os gostos, incluindo Barca Velha e um Quinta do Noval Nacional de 2001, por 1200 euros.

A grande aposta feita nos vinhos foi acompanhada pela melhoria do serviço, para a qual contribuiu a formação de escanção feita por Ricardo Dias. A ideia era “conseguir dar resposta” aos pedidos de aconselhamento, face a uma carta de vinhos a crescer.

Batatas da escola

Podem, no entanto, respirar de alívio os comensais que vão ao restaurante Caneiro comer as especialidades de sempre. Para abrir a refeição neste representante da cozinha minhota e tradicional, há opções como a Sopa de robalo (€2,50) , Cogumelos selvagens (€5), Alheira caseira (€5) e Costeletinhas de porco à Mineiro (€6,50).

No campo dos pratos principais, a escolha é difícil. As Batatas da Escola (€18/€12,50), que antigamente se levavam no farnel para a escola, o trabalho ou se comiam em dias especiais, servem com bifinhos e converteram-se num clássico da casa. Há ainda Cabrito assado no forno (€22,50/€15), Rojões à minhota (€17,50) e Posta de vitela na brasa (€22/€13,5). Todas as sugestões de carne utilizam proteína da região.

A comida é caseira, feita com honestidade, e também nos peixes é seguido o receituário tradicional. Quem chega, já não passa sem o Bacalhau à moda da casa (€17,50/€12), o Arroz de tamboril com gambas (€19,50/€13) ou o Polvo assado com arroz do mesmo (€24/€15,50).

Sazonalidade e doces

Nas suas devidas épocas, são servidas especialidades como a Lampreia à bordalesa, proveniente do rio Minho. Pode também contar com as Couves com feijão, batata e carnes de porco e o muito popular Cozido à portuguesa.

A atenção à sazonalidade dos produtos é, aqui, tão interessante quanto a preservação da memória. É por isso que na doçaria, por exemplo, ainda se encontra o Pecado da avó (€3,50), receita que vem da família. Trata-se de um crepe recheado com doce de ovos e amêndoa, caramelizado e coberto com natas. Mantém-se no topo das preferências, o que demonstra que há saberes e dons para a cozinha intemporais.

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