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Restaurante Solidó: fados e petiscos com vista para o castelo

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A letra da canção, imortalizada por Amália Rodrigues, diz que “Lá em cima está o tiro-liro-liro, Cá embaixo está o tiro-liro-ló, Juntaram-se os dois na esquina, A tocar a concertina, a dançar o solidó”. E, de facto, nas paredes da sala do restaurante Solidó, lá está a fotografia gigante da “Diva” do Fado, como que a lembrar que aqui se presta homenagem, quer à fadista, como à canção nacional.

Mas, no restaurante Solidó, há mais homenagens. Ao Fado, que além das fotografias ecoa todas as noites entre as quatro paredes da sala principal, com vista para o castelo de São Jorge, e também à gastronomia nacional, sobretudo sobre a forma mais castiça e tradicional, a que habitualmente se convencionou chamar petiscos.



Margarida Moura
é a mulher por detrás dos tachos e a alma deste restaurante. Autodidata, mas apaixonada por petiscos e, principalmente, por um bom prato de cozido à portuguesa. Não o tendo na carta deste espaço, preocupou-se em criar uma oferta que se apresenta perfeita para partilhar, baseada em sabores tradicionais e temperados na perfeição pelas magníficas vozes amadoras ou, mais ou menos, profissionais que no canto da sala embalam e acompanham o jantar, cheias de sentimento...

Podia dizer-se que o restaurante Solidó é um restaurante igual a tantos outros, pensado para agarrar turistas e, sob o pretexto do fado, cobrar muito e servir pouco. mas, não! Recebe de braços abertos os turistas que sobem a escadaria que passa à porta, mas apresenta-se também perfeito para todos os portugueses que, cada vez mais, procuram espetáculos de fado sem ter de pagar fortunas pelo jantar.



Enquanto as guitarras e as violas se afinam, chegam à mesa as entradas, a que chamam “Do Camarim”, uma vez que o “couvert” leva o nome de “Primeira Cena”. Para começar há tábuas de presunto (€12), sardinhas em conserva com pimento assado e pão (€4), a lembrar os santos populares, um agradável queijo no forno (€7), bem como cogumelos com farinheira gratinados (€6), cobertos de queijo da Ilha.

Na secção dos pratos intermédios, que no restaurante Solidó se chamam “Da Plateia”, há croquetes de alheira com maionese de manjericão (€5), uns caseiros rissóis de leitão (€5), servidos aos pares, ou uma generosa empada de galinha (€4). Para quem não se satisfaz com pouco, há ainda sugestões vindas do “Cabaret”, com caldo verde (€3,50), salada de bacalhau à portuguesa (€9,50) para partilhar, e bochechas de porco preto (€12). Para rematar em grande, há prego em bolo do caco (€9). O “Último Acto” (sobremesas) contempla creme queimado (€4), um tradicional pastel de nata (€4) e um trio de mousses (€5,50).



Convém ir com tempo ao restaurante Solidó (Calçada do Duque, 35, Lisboa. Tel. 213 433 024) e aproveitar para ver as vistas da cidade, sentir o burburinho do Chiado e perceber que, sendo Lisboa o paraíso do turismo, ainda há locais no Bairro Alto que sabem receber bem os turistas e os habitantes da cidade.

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