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Restaurante Bon Bon: uma viagem pela cozinha de Rui Silvestre, o “Chef de L’Avenir” 2017

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Os prémios, em alguns casos, valem o que valem, mas quando chegam da Academia Internacional de Gastronomia e da Academia Portuguesa de Gastronomia são para levar a sério. Mais ainda se o prémio se chamar “Chef de L’Avenir”, o que numa tradução livre significa “Chefe do Futuro”, e pretender reconhecer a grande qualidade da gastronomia nacional. Rui Silvestre, do restaurante Bon Bon foi o vencedor deste ano. O troféu chegou, ontem, dia 20, ao jantar.



Rui Silvestre
já está habituado a ganhar prémios. Em 2015 foi mais jovem português a conquistar uma estrela do Guia Michelin, proeza que repetiu no ano seguinte. Para tal, contribui a criatividade apresentada no Menu “Fauna e Flora” que garante ser “inspirado na natureza” e que vai evoluindo ao longo das estações. O último, provavelmente o melhor até agora apresentado desde que comanda a cozinha do Bon Bon, no Carvoeiro, no Algarve, Surpreende a cada prato, pela delicadeza, pela sensibilidade e, também, pela criatividade posta em cada prato servido.



Numa noite já fria de novembro, foi Rui Silvestre quem recebeu à porta de uma casa quase cheia a reportagem do Boa Cama Boa Mesa. Quase que a medo, sugeriu uma mesa junto à lareira e sugeriu uma viagem através dos sabores da carta, disponível em quatro (€98) ou seis pratos (€135), e respetivas harmonizações de vinhos (€55 e €75 respetivamente), da responsabilidade do chefe e de André Pereira.



A viagem pelas criações de Rui Silvestre começou com várias entradas, que incluíam Tártaro de Novilho, Berbigão. Língua de Vaca, Cavala e Camarão. O primeiro prato servido foi um “Toro de Atum, Ostras, Couve-flor e Wasabi”. Seguiu-se um delicado “Lavagante Azul, Gema de ovo biológico e Caviar Imperial”. O ponto alto dos primeiros momentos do jantar foi o “Peixe-galo escalfado, Funcho, Alcachofras e Nage de Ostras e Hortelã”.



Por esta altura, confessamos, o medo que algo pudesse estragar o jantar perfeito começava a instalar-se. Tal não aconteceu. Numa noite que promete deixar memórias gastronómicas significativas, o “Salmonete de Ferragudo, Cebolinhas e Molho de fígados” apresentou-se de uma delicadeza indescritível. Tal como a “presa de Porco preto Alentejano, Ameijoas e Presunto Pata Negra”. Terminou (passe a repetição), de forma perfeita, esta aventura pela “Fauna e Flora” de Rui Silvestre com “Citrinos do Lugar do Olhar Feliz” e “Chocolate 70% de São Tomé e Manteiga de Amendoim”.



As más notícias, para quem tenha ficado a salivar com as propostas do Restaurante Bon Bon (Urbanização Cabeço de Pias, Carvoeiro. Tel. 282 341 496), são que a casa de Rui Silvestre vai estar fechada, para o tradicional descanso de inverno algarvio, durante os próximos meses. Prevê-se a reabertura lá para o final de fevereiro, provavelmente com novidades marcantes, que a seu tempo irão ser dadas a conhecer.



Os prémios da Academia Internacional de Gastronomia e da Academia Portuguesa de Gastronomia começaram a ser entregues em 1996.

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