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O Stop do Bairro está de regresso. E agora é de Campolide

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Mudaram as mesas, a rua e até a cozinha. Ficam os cachecóis de futebol, a camisola do Eusébio e a comida, afinal de contas, a razão para obedecer ao sinal de paragem obrigatória

A cantiga diz que “10 anos é muito tempo”, mas feitas as contas, é muito pouco, quando comparado com os 43 anos de história do mítico restaurante lisboeta Stop do Bairro, na Rua Tenente Ferreira Durão em Campo de Ourique. Foram muitos dias, muitas horas a servir clientes, alguns hoje praticamente da família, que exultaram de satisfação com a notícia de que no dia 1 de setembro, finalmente, o Stop do Bairro ia voltar a abrir portas.

O bairro agora é o de Campolide, praticamente no coração de Lisboa. O Stop do Bairro (que originalmente foi registado como Paragem Obrigatória porque em 1974 não se podiam registar nomes estrangeiros) agora mora na Rua Marquês da Fronteira, 173A (Tel. 215 852 893) mas apenas mudou de local. A sala é maior, dos 40 lugares passou para 70, a cozinha é espaçosa e moderna, e há mais luz na sala devido às enormes janelas de vidro que abrem o restaurante para o exterior. Mas no essencial, o Stop do Bairro é o mesmo, quer na decoração, quer na carta que apresenta, afinal de contas uma das principais razões do sucesso de todos estes anos de história.



A decoração continua a exibir com orgulho a camisola do mundial de 1966 com dedicatória e assinatura de Eusébio da Silva Ferreira, outra a dizer José Mourinho e muitas mais, sem esquecer o Belenenses, clube do coração de João Sabino, o proprietário. É o capitão de equipa, secundado por Dona Rosa que continua a liderar a cozinha. E aqui, nada mudou. Mantém-se a carta tradicional, com um toque à angolana, afinal a razão do sucesso do restaurante Stop do Bairro.



Para começar há os habituais “Choquinhos à Angolana” (€10), “Cantaril Grelhado” (€9,50) e “Arroz de Tamboril” (€10) e “Arroz de Gambas” (€12,50). A “Garoupa cozida” dá para duas pessoas (€20) e a “Garoupinha no Churrasco à Angolana” é servida em meia dose (€15), ou dose inteira (€25).

Nas carnes mantém-se o clássico do restaurante Stop do Bairro, como a “Cabidela de Galinha” (€10), o “Coelho à Bordalesa” (€10), a “Carne de Porco à Alentejana” (€12,50) e ainda o “Pernil de Cabrito no churrasco à Angolana” (€15). Há, tal como acontecia em Campo de Ourique, oito bifes de vários cortes, com a melhor carne do mercado e ainda dias fios para servir especialidades da casa, como o famoso “Cozido à portuguesa”, que habitualmente ia para as mesas à quarta-feira.



Convém não esquecer que no restaurante Stop do Bairro há ainda as famosas “Iscas à portuguesa” (€9) e uma coleção de mais de 3000 vinhos, a maior parte bem guardada, mas ainda assim, mais exposta que no anterior espaço, e disponível para todos, com algumas preciosidades. Garante-se ainda que a decoração vai mudar, uma vez que não param de chegar cachecóis e camisolas à coleção particular do restaurante, e que em breve haverá uma esplanada, que irá acrescentar ao Stop do Bairro mais 40 lugares.

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