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Restaurante Beija-me Burro: Já foi segredo em Oeiras...

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Está escondido numa zona residencial, mas nem por isso escapa às romarias da hora de almoço. Com uns toques de contemporaneidade, aposta-se na partilha de boa comida e bom vinho

Deu para aguentar sensivelmente 10 minutos até perguntarmos a que se deve o nome do restaurante, afinal? Esperávamos qualquer coisa que envolvesse beijos tímidos que se demoraram a aparecer, talvez uma história antiga que acabou em casamento depois de proferida a ordem (e o insulto). Mas, não. É muito mais simples e menos poético do que tudo isto. E funciona.

Antes de abrirem o restaurante, António Leão e Fernando Leão, pai e filho, respetivamente, foram para a rua com uma série de opções de nome perguntar a desconhecidos qual era a primeira coisa associavam a cada um. Só isto, sem mais nenhuma explicação. Beija-me Burro foi unânime na preferência dos inquiridos como a expressão mais engraçada, “que até dava um bom nome para um restaurante”.



Vai daí nasceu mesmo o Beija-me Burro, um restaurante familiar escondido numa zona residencial de Oeiras, apostado em petiscos e vinhos nacionais. A carta é extensa e muito bem organizada, deixando logo antever na secção “petiscando fora de horas” que este é um sítio onde jamais se ouvirá um “a esta hora já não servimos”. Aqui serve-se sempre e até tarde e são raros os dias em que falha alguma iguaria da ementa.

No restaurante Beija-me Burro (Rua Doutor António Patrício Gouveia, 8, Loja B, Oeiras. Tel. 961 620 947) há nove petiscos para provar e uma sugestão de degustação que inclui quatro variedades a um preço fixo de €14,30. Deixamos que fosse o próprio Fernando Leão a guiar e, num ápice, chegou à mesa uma manteiga caseira de açafrão e pistachio com pão de beterraba, para entreter até às mini almôndegas de novilho com molho picante (€3,90), os jaquinzinhos com escabeche de passas (€4,90), os cogumelos selvagens com molho holandês (€2,90) e o pesto de favas com grissinos de chouriço (€4,90).

Podíamos ter ficado por aqui, mas em sede de petiscada não conseguimos recusar as batatas fritas caseiras e a frigideira de ovo escalfado com tiras de lulinhas salteadas e creme de cogumelos com trufa branca (€6,90). Tudo isto acompanhado do vinho da casa (Beija-me Burro, do Douro) cuja procura em massa obrigou a aumentar a produção de duas mil para seis mil garrafas em dois meses. Não é um vinho da casa como se espera, agreste, barato e martelado, antes um néctar elegante, complexo e (demasiado) fácil de beber. Está disponível nas versões branco, tinto e rosé e também é servido a copo.

A refeição no restaurante Beija-me Burro (que bem sabe a esplanada por estes dias) terminou com uma panacotta com frutos silvestres e uma aguardente caseira.

Ficou a promessa de voltarmos para explorar a carta de gins, atividade que no dia em questão, pela obrigação de voltar ao trabalho a seguir ao almoço, se afigurou pouco prudente.

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