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Voltar à mesa da Escola em Alcácer do Sal!

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O restaurante A Escola é uma das referências gastronómicas nacionais. Preza os pratos simples, a cozinha de conforto e os melhores produtos da região, que funde mar, rio e terra.

Há toda uma geração, que hoje tem mais de 40 anos, que se recorda de andar numa escola primária muito parecida com esta, onde funciona o restaurante A Escola, muito perto de Alcácer do Sal, a caminho da Comporta. Ainda para mais quando o edifício está perfeitamente preservado, com o recreio pronto para as brincadeiras dos mais novos, e até um enorme quadro negro, daqueles onde tantas vezes foi escrita a tabuada, e com as carteiras, onde se aprendia o abecedário.



Hoje, sabe muito bem regressar à Escola, sem ter de pensar nas reguadas de outros tempos, das corridas cá fora e dos jogos da bola e da macaca, que, inevitavelmente, acabavam com um rasgão nas calças. Aqui os ensinamentos nos dias que correm são gastronómicos e a variedade da carta tão grande e de qualidade, que apetece quase reprovar, só pela oportunidade de regressar à Escola.

Tudo começa com a compra do edifício, quase degradado, num leilão por Henrique Galvão Lopes, que assim se tornou cozinheiro e proprietário da antiga escola da aldeia de Cachopos. Mais do que recuperar paredes e telhados, pretendeu (com sucesso), recuperar as tradições da cozinha da região, com influências do Sado e do Alentejo. Não só conseguiu como se impôs como destino de muitos, que, por exemplo numa ida mais para sul, faziam o desvio para uma aula, leia-se um almoço ou um jantar. A carta de vinhos, com mais de 200 referências, e vastíssima em vinhos da Península de Setúbal, era outras das razões.



À frente da matéria dada já não está Henrique Galvão Lopes. Hoje o mestre escola, ou melhor, o cozinheiro, é Octaviano Martins que aprendeu bem a lição e hoje partilha o seu saber com quem o procura. Nestes dias convém fazer a ressalva que, tal como se de um programa de Novas Oportunidades se tratasse, há muita gente a querer regressar à Escola (EN 253, Cachopos, Alcácer do Sal. Tel. 265 612 816), o que garante tempos longos de espera e reserva obrigatória.

A matéria escrita para qualquer lição, ou melhor, para qualquer refeição, tem sempre de começar pelo delicioso Pão regional (€1,10), enquanto se espera pelo resto das entradas. Há “Coelho de coentrada” (€3,10), “Pimento desfiado” (€2,90), “Linguiça frita” (€2,20), “Bacalhau com grão” (€3), “Atum com feijão frade” (€2,90), “Cenoura aberta” (€2,20) e um inevitável e delicioso “Queijo de entorna de Azeitão” (€3,40).

O peixe, além de grelhado ou cozido, consoante a vontade das marés, no restaurante A Escola apresenta-se num “Arroz de choco com camarão”, (€12), “Massa de cherne” (€13,50), “Ensopado de cherne” (€13,50), “Cherne à barqueiro” (€15) e “Enguias à embarcadiço” (€13,50). Há ainda “Açorda de tomate com enguias fritas” (€13,50), “Açorda de marisco” (€10) e não podia faltar o tradicional “Choco frito” (€11), bem como a “Espetada de choco” (€12) e o “Polvo com batata doce” (€13).

As sugestões de carne do restaurante A Escola escondem verdadeiros símbolos gastronómicos regionais, como o “Feijão adubado” (€10), a “Perdiz na púcara” (€16), as “Batatas de rebolão” ( €10,50) e o “Ensopado de cabrito” (€13). Na categoria dos obrigatórios, há o “Pombo bravo de nabiçada” (€15), a “Espetada mista de javali e veado” (€12), e a fenomenal “Empada de coelho bravo com arroz de pinhão” (€16,50). Tente-se ainda com a “Açorda de coelho bravo” (€14), e com o “Cachaço de porco preto” (€11).

Como nenhuma refeição termina sem um doce, no restaurante A Escola“Tarte de pinhão” (€3,80), “Ensopado de noz” (€3,40), o regional “Fidalgo” (€3,50), a “Encharcada” (€3,40), o “Morgado de amêndoa com figo” (€3), a “Sericaia” (€3,40) e ainda umas deliciosas “Farófias” (€3,20).

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