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Piri-Piri Steakhouse: Os prazeres da carne no Pine Cliffs Resort

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Restaurante Piri Piri Steakhouse

Roger M\303\251ndez

No Pine Cliffs Resort, em Albufeira, a oferta gastronómica expande-se por mais de uma dezena de restaurantes e bares. Na Piri-Piri Steakhouse são as carnes de alta qualidade que marcam a diferença

“Cheira a tempero mexicano”. Sem querer, entalámo-nos logo à entrada. Da mesa ao lado chegava uma brisa agridoce e ligeiramente quente com qualquer coisa picante que podia ser chili - só mais tarde viríamos a descobrir que o tal aroma adocicado e ligeiramente quente era o chutney de tomate… com malagueta, precisamente.

Fraga, “sem senhor!”, o chefe de sala do restaurante Piri-Piri Steakhouse, no Pine Cliffs Resort (Pinhal do Concelho, Albufeira. Tel. 289 500 300), corrige-nos com a elegância de um mordomo inglês e a leveza característica das pessoas muito simpáticas e educadas e poupa-nos um embaraço maior: “A única semelhança com o México que vai encontrar aqui é a matéria-prima, a carne, porque somos uma steakhouse, mas já lhe vamos mostrar porque é que somos uma das melhores”. Ao mesmo tempo deposita duas flutes de champanhe na mesa e deixa a garrafa no gelo, “para relaxar antes de abrir a refeição”. Faz um gesto cúmplice com a cabeça e retira-se.

Sentámo-nos com um atraso de quase uma hora e meia, que foi mais ou menos o tempo que demorou a trocar um pneu furado numa berma da EN 125, no percurso entre Faro e Albufeira. Chegámos naquela altura em que quase todos os outros 160 clientes se começavam a retirar e a dar a noite por terminada. A tarde e a más horas, portanto. Do outro lado, uma equipa com todo o direito de nos mandar ir dar uma curva mas que em vez se juntou para explicar a ementa e deixar uma sugestão de degustação com os pratos chave da casa.

A carta restaurante Piri-Piri Steakhouse viaja pela carne portuguesa, argentina e uruguaia, mas também há Tártaro de atum e Bolinhos de caranguejo a honrar os sabores da costa. Começamos pelo Atum, marinado em pickle de gengibre rosa e vinagrete de lima (€16) e trocamos o champanhe pelo vinho verde. Fraga vai fazendo a harmonização e embora insista em dizer não ser entendido no assunto, é o responsável pela garrafeira do restaurante e quem decide, em conjunto com o chefe Frederico Oliveira, as castas e regiões que melhor casam com cada um dos sabores da ementa.

Numa refeição a quatro tempos, como foi a nossa, o tinto veio só depois do sorvete de limão mergulhado em Blue Curacao e laranja desidratada e que preparou o palato para o festim de carne que se seguiu. No mesmo prato, uma mista de carne que envergonha todas as outras: Entrecosto de porco alentejano assado a baixa temperatura com molho barbecue (€28), Carré de borrego da Nova Zelândia (€24), Picanha da Califórnia (€28) e um Tornedó de novilho irlandês alimentado com erva (€39). Tudo acompanhado de um gratinado de batata que chegou à mesa ainda a borbulhar.

Já estávamos na prova de sobremesas, com Cheesecake de laranja e chocolate branco (€10), Salada de citrinos e gelado de côco (€9), Tarte de limão merengada (€9) e o clássico Banofee, com banana, caramelo e leite condensado (€9) - a ideia das mini doses devia ser explorada a sério - quando nos apercebemos de que estávamos sozinhos no restaurante e entretanto já era o dia seguinte.

Nas despedidas houve uma ou outra piada relativa ao México, mais um gigante pedido de desculpa e uma troca de suspeitas sobre os vinhos que vão ganhar terreno no próximo ano. Palavra de Fraga, um “não entendido” no assunto.

Refira-se que o restaurante Piri Piri Steakhouse serve apenas ao jantar.

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