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Taberna dos Mercadores: Do pequeno se faz grande

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Neste pequeno restaurante, com capacidade para apenas 16 pessoas, não falta espaço para a cozinha tradicional portuguesa, mas não só. A partilha (de conversas e até de iguarias) entre a clientela e a cozinha também fazem parte do menu.

Apesar de estar a dois passos do grande bulício da Ribeira do Porto, o restaurante Taberna dos Mercadores (Rua dos Mercadores nº 36/38. Porto. Telf. 22 201 05 10) situa-se numa pequena e discreta artéria da Invicta onde o fluxo de gente (ainda) é contido. As caraterísticas da rua podiam perfeitamente servir para descrever o espaço que, não fosse pela tabuleta de madeira com o nome inscrito, passaria despercebido. Mas atrás das portadas pintadas de verde, que em dias de sol se abrem de par em par para a rua, surge um pequeno grande mundo onde a comida tradicional portuguesa se senta à mesa.

Este acolhedor e exíguo espaço tem capacidade para 16 pessoas, o que o torna ideal para pequenas reuniões de família ou comemorações. A proximidade entre as mesas promove a conversa e a partilha das iguarias entre os clientes, e a cozinha aberta estimula a relação entre o visitante, o chefe e as panelas.

Na elegante e delicada sala, a arquitetura medieval original foi mantida, mas atenuada para a tornar mais confortável, com recurso às madeiras na decoração e ao branco para suavizar as paredes de granito. À mesa, o azeite e a cebola aberta em quatro, que acompanha o pão, recebem quem se senta à mesa, sublinhando o espírito de taberna do local. Um dos seus ex-líbris é a garrafeira suspensa, que guarda uma interessante seleção de vinhos, dando preferência aos do Douro. Algumas das sugestões da carta são o tinto Quinta do Ataíde, da Symington (€17) e o branco Quinta do Cidrô Boal - Real Companhia Velha (€17). A copo a oferta anda pelo Evel - Real Companhia Velha (€3,50) ou o Meandro (€7,50).

Da cozinha saem pratos tradicionais, com uma ementa que varia entre as ofertas fixas e as de época. Como se lê na carta, para “entreter” comece com a Amêijoa à Bulhão Pato (€7,50) ou por uma Linguicinha grelhada (€3). “Do mar” não deixe escapar o Bacalhau da taberna (€17) ou o Polvo com arroz no forno (€22). “Da aldeia” diretamente para o prato há as Rolhinhas de vitela arouquesa com arroz de salpicão (€18) ou as Costeletas de borrego com batata grelhada (€16). Termine de forma tradicional com um Pudim Abade Priscos (€4).

Aberto há cerca de três anos, é o irmão mais novo da Adega de São Nicolau e do restaurante Terreiro, ambos também na zona da Ribeira do Porto e com um menu que privilegia pratos de cozinha tradicional portuguesa. Sugere-se reserva prévia, dado o escasso número de lugares.

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