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Novos restaurantes para provar em 2017

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Café Colonial

Mário João

A chegada de um novo ano é sempre marcante. Mais, ainda para os novos projetos, que depois de alguns meses ou semanas de funcionamento, entram em velocidade de cruzeiro, colocando-se à prova, já sem desculpas.

Há novidades cheias de sabor, de cores vivas e de aroma vibrantes no panorama da restauração nacional. Com Portugal no centro do Mundo, adapta-se a oferta da restauração, com Lisboa e o Porto a proporem pratos contemporâneos e verdadeiras viagens sem sair da sala de refeição. O Boa Cama Boa Mesa faz o mapa de novos restaurantes, que não pode deixar de experimentar em 2017

Café Colonial Restaurant & Bar
A impressionante vista de um dos mais recentes hotéis de Lisboa é o cenário perfeito para a criatividade de Vasco Lello, um jovem chefe com 36 anos e experiência adquirida em alguns dos mais emblemáticos restaurantes da capital. No Café Colonial Restaurant & Bar pretende dar a conhecer, à mesa, os locais onde os portugueses passaram na época das descobertas, propondo além de uma viagem no tempo um percurso pelos sabores do mundo. A carta divide-se em dois princípios, um de partilha outro de experiência de degustação. Apesar da previsão de rotação da oferta, consoante a sazonalidade dos produtos, sugerem-se Camarões Café Colonial, salteados com alho, leite de coco e mandioca, Wok de massa soba e legumes e a Tajine de Borrego. PM: €30.
Memmo Príncipe Real, Rua D. Pedro V, 56 J, Lisboa. Tel. 219 016 800

Muito BEY
Cada vez mais cosmopolita, a cidade de Lisboa recebeu de braços abertos a primeira experiência consistente de gastronomia libanesa. Na versão rápida desta novidade, basta referir uns dias de férias na capital portuguesa, a paixão pela cidade e a vontade de dar a conhecer a cultura e a gastronomia do país de origem dos proprietários. O nome, Muito BEY, também brinca com essa situação. Quanto à comida – já sabe que o pão é sempre uma tentação! -conte com muitos petiscos ou “mezze”, em libanês, como o Humús, a Mutabal de beringela, o iogurte Labné, o clássico regional Falafel ou o Kibbé, uns croquetes com pinhões. Existem as tradicionais espetadas e também um bacalhau especial para unir os dois países. O menu de degustação, para duas pessoas, custa €49. Ao almoço, pode comer por menos de €12.
Rua da Moeda, 4 A, Lisboa. Tel. 211 580 788

O Asiático
É o resultado de um ano e meio de trabalho do mediático chefe Kiko Martins, que depois da abertura da Cevicheria parece estar a preparar-se para conquistar o Príncipe Real, em Lisboa. Percebe-se a importância do restaurante O Asiático pelo investimento feito, mal se atravessam as portas de entrada e se absorvem os detalhes da decoração. Arrisca-se, aliás, a ser considerado este ano um dos mais bonitos de Lisboa. Mas, como a comida é o importante, há aqui uma carta do mundo, criada para partilhar, onde a técnica do chefe, também ele um viajante, é o trunfo principal. Corra o globo através da sopa Pho vietnamita (€9,30), do japonês Chawanmushi de miso com vieiras (€12,80), ou com a sopa tailandesa Tom Yum, com lulas recheadas com camarão (€14,40).
Rua da Rosa, 317, Lisboa. Tel. 211 319 369

Oficina
Esta união feliz entre arte e gastronomia tem como palco a rua das galerias do Porto, a Miguel Bombarda, e epicentro uma antiga oficina que, além de nome, dá caráter ao espaço. A provocação do néon, onde pode ler-se “Fuck Art; Let’s Eat”, logo à entrada, não passa, sossegue, disso mesmo. Seja nos vários detalhes do edifício que foi oficina de carros clássicos e galeria de Fernando Santos, no terraço, na sala principal com vista parcial sobre a cozinha ou no primeiro andar, o espaço do restaurante Oficina é sóbrio e agradável, prestando-se a diversos ambientes. Mas, a estrela é sem dúvida a carta assinada por Marco Gomes. Mousse de atum com rosbife de novilho (€18); Caldo rico de peixes e mariscos (€12) ou Favas estufadas com chouriço (€8) são algumas opções de entrada. Polvo grelhado com arroz cremoso (€22); Taco de robalo e risotto de lima (€21); Açorda de perdiz vermelha (€21) e cinco variedades de medalhão de vitela, em confeções e acompanhamentos diferentes (€19 a €23) completam a oferta.
Rua Miguel Bombarda, 282, Porto. Tel. 220 165 807

Torreão
Não lhe falta a vista sobre o rio e parte da cidade, nem o conforto de uma sala bem composta ou o serviço diligente e conhecedor de um restaurante de nível. A carta está bem recheada de propostas baseadas nos tradicionais sabores nacionais, sob o mote da comida caseira feita com produtos de qualidade, com respetivo toque contemporâneo. Mais do que um restaurante, o Torreão é um conceito. Situado no 1º andar da Muralha Fernandina do século XIV, este restaurante e bar pertence ao SAOM - Serviços de Assistência Organizações de Maria - e tem como objetivo a angariação de fundos para as suas causas sociais. Nos sabores destaca-se o Atum de escabeche com batata torneada (€12), o Folhado de tamboril e gambas com puré de couve-flor (€15), a Perna de polvo assada com maionese de alho e coentros (€16), o Risotto de espargos verdes e morcela da Serra da Estrela (€12) e as Bochechas de porco preto confitadas com puré cremoso de grão-de-bico e espinafres salteados (€13,50). Um espaço que sacia corpo e mente.
Rua das Virtudes, 37, Porto Tel. 919 471 037

Vingança
Dizem que a melhor é a que se serve fria, mas nem sempre é assim neste restaurante recente cuja carta vive em torno de três diferentes temperaturas: fria, morna e quente. Dos mesmos proprietários e com carta também desenhada pelo chefe Luís Américo, é o ‘irmão mais novo’ do Cruel, e vive mesmo ao lado, na Rua da Picaria. Mas ao contrário da vingança, muito pessoal, neste caso a carta do restaurante Vingança incentiva à partilha e até à mistura de temperaturas. Ceviche de garoupa (€7); Sashimi de bacalhau (€8), nos frios, Tataki de peito de pato com puré de alperces (€10), nos mornos, ou Novilho com batata esmagada (€16) e Perna de leitão no forno com arroz de maçã e passas (€15), nos quentes, são bons pontos de partida para uma primeira visita. Quanto à decoração, remete para o ambiente dos gangsters, nos anos 20. Para já, o espaço abre apenas ao jantar.
Rua da Picaria, 84, Porto. Tel. 927 547 453

Mr. Lin
Não há dúvida que depois da descoberta de Lisboa pelos estrangeiros, patente no aumento do numero de turistas que todos os dias desembarca na capital, 2017 vai ser o ano em que a cozinha do Mundo toma conta dos hábitos lusitanos. Aos poucos, cria-se uma espécie de Torre de Babel gastronómica na cidade, com sabores e, essencialmente aromas, a tomarem conta da restauração. No caso do restaurante Mr. Lin é a comida chinesa a destacar-se, com receitas são típicas de Dim Sum de Cantão e da região de Zhe Jiang. Sendo fácil traduzir Dim Sum por petiscos, atreva-se a provar o pão chinês (€4,50), recheado de porco e mel, os Siu Mai de carne e gambas (€4,50) ou as patas de galinha com feijão preto (€3,95).
Rua da Pimenta, 47, Lisboa. Tel. 216 091 306

Água pela Barba
Que fique claro, que no restaurante Àgua pela Barba, de portas abertas desde dezembro, são os sabores do mar que prevalecem, tanto em forma de “Miudezas”, como de “Grandezas”. Pode-se, por isso, petiscar, partilhar ou almoçar e jantar, conforme a vontade, disponibilidade e companhia. Sem complexos ou medo de marés vivas, ataquem-se as “Miudezas” (entre €9 e €10), a começar pelo Taco de peixe frito (Pampo frito, guacamole, creme fraîche e couve em pickle), o sempre apetecível Tártaro de atum, ou o Ceviche de peixe (Salmão, pampo e batata-doce. Com raízes nacionais, chega o Bacalhau vai à Fava, com o fiel amigo servido em bolinhas com creme de coentros, favas e chouriço. Nas apostas mais substanciais (preços entre €11 e €14) destacam-se o Polvo à Água pela Barba, servido com creme de grão e limão, e o exótico Arroz D’ouro, com camarão e açafrão.
Rua do Almada, 29/31, Lisboa. Tel. 213 461 376

Paço da Rainha
Às vezes é preciso ir ao fundo para regressar ao topo e essa parece ser a história deste espaço que, depois de estar quase a encerrar em 2015, viu num grupo de amigos e antigos clientes a fórmula da salvação. O Paço da Rainha remodelou-se e não fosse estar no espaço onde sempre funcionou, que poderia ser um novo restaurante. Com 33 lugares em vez dos anteriores 66, tem à frente da cozinha António Lata que passou pela Bica do Sapato. Surpreenda-se com a Cavala marinada com azeite de coentros e seus rebentos (€7,50), com o Tamboril com crosta de azeitona desidratada, gratinado de batata ralada e legumes do dia (€18) ou com o Lombo de novilho maturado com batata-doce, foie gras, chutney de banana com açafrão e flor de sal de Tavira (€18).
Paço da Rainha, 66, Lisboa. Tel. 218 852 752

A Despensa
Tarantino é nome que associamos a génio meio louco, sempre surpreendente. Neste recente restaurante do Porto também encontra uma abordagem marginal à cozinha mediterrânica mas, principalmente, italiana, numa carta em evolução permanente. Guardiã de ingredientes mediterrânicos, a cozinha do restaurante A Despensa divide-se em duas partes distintas: De um lado, o restaurante realça pratos tradicionais da cozinha italiana, espanhola e até portuguesa. Do outro, as conservas caseiras baseadas numa tradição da região berço de Daniel Tarantino, Puglia, no sul de Itália – que junto com a portuguesa Elsa abre aos comensais esta despensa. Croquetas espanholas (€8,50), de entrada, Puré de favas (€12), Carpaccio de novilho com rúcula e parmesão (€14) e Fusilli com Gorgonzola (€13) são pratos que se destacam numa carta que privilegia os pratos italianos mas onde não há pizzas. Tiramisú (€4,50), Panna cotta de lima (€4,50) e Espuma de mascarpone e amendoim crocante (€5,50) são algumas alternativas doces.
Rua Conde de Vizela 141, Porto. Tel. 220 999 605

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