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Leitão assado? Fora da Bairrada também há e é bom!

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Não é preciso viajar até ao centro do país para provar esta especialidade. A arte de bem assar leitões - à moda da Bairrada - já conquistou o resto de Portugal.

A pequena cidade da Mealhada tem pouco mais de 4500 habitantes, espalhados pelos dois lados do IP2, e o maior número de restaurantes de Leitão de todo o País. Quem faz o melhor é discussão antiga e acalorada, se bem que nos últimos anos a arte de bem assar o porquinho se tenha estendido ao resto do território nacional e, hoje, seja possível provar esta especialidade quase em toda a parte. Basta um forno, porcos com menos de 7 quilos, os temperos certos e uma mão certeira do assador. Siga as sugestões do Boa Cama Boa Mesa e descubra dez locais onde, além da Mealhada, o porco também é Rei!

Bota Feijão
De segunda a sexta-feira há sempre leitão na ementa. Ao sábado há por encomenda, mas tem de ser comido em casa. Com porta aberta há 36 anos, Aníbal Pereira, o proprietário, começou por brincadeira a assar o porco, usando os ensinamentos ganhos em novo em Penacova, afinal bem perto da Bairrada. O resultado agradou e já lá vão 20 anos a virar porcos, dentro do forno próprio. A dose custa €12, com batatas fritas às rodelas. A salada é vendida à parte e custa €3. Uma sandes fica pelos €5 e um animal inteiro, com um peso máximo de cinco quilos pode ficar em €125. Rua Conselheiro Lopo Vaz, 5, Lisboa. Tel. 218 532 489

Casa dos Leitões
São seis anos feitos em abril a servir aquele que se assume como "O Melhor Leitão da Cova da Beira". Numa zona onde a comida regional tem fortes representantes, António Serra decidiu rumar à Mealhada e aprender com os melhores para abrir este espaço alternativo nesta zona do país. Até agora, diz, tem corrido bem. A dose custa €18 mas dá para duas pessoas, a meia dose fica por €12, com guarnição igual à da Mealhada, ou seja, o molho, as batatas, a salada e a laranja. Há sandes a €4 e o animal inteiro é vendido para fora a €95. Garante que se o IVA baixar passa a vender o porco a €90. Estrada Nacional 18, Quinta da Pola, Fundão. Tel. 275 753 078

D. Afonso o Gordo
O nome do restaurante presta homenagem ao neto de D. Afonso Henriques, um dos mais importantes reis na história de Portugal. Aliás, o edifício onde fica é histórico, tendo sido mandado construir pelo próprio Marquês de Pombal, a seguir ao terramoto de Lisboa. O leitão, esse, chegou mais tarde, apenas em 2015, e só depois de aprendida a receita do Mestre Assador Ricardo Nogueira, e que é seguida religiosamente desde a escolha da matéria-prima até chegar à mesa. A dose, com guarnição, fica a €18,50, a sandes a €4,80. Caso queira o porco inteiro terá de desembolsar €130 e avisar que o vai buscar com 24 horas de antecedência. Rua de Santo António da Sé, 18, Lisboa. Tel. 218 871 191

Monte dos Leitões
Na Cidade Berço o Leitão faz-se seguindo todo o rigor que o tradicional método exige. O porquinho é criteriosamente selecionado e conduzido até aos fornos por um fornecedor da Bairrada, o que lhe garante a máxima qualidade, sendo depois assado em forno próprio, usando-se apenas lenha de eucalipto. Uma sandes fica por €4, uma dose por €25, mas capaz de satisfazer dois comensais. Caso não arranje companhia fique-se pela meia dose que só custa €12, mas se a companhia for muita, leve um bicho inteiro por €105. Travessa de São Mamede, 225, Monte Largo, Azurém, Guimarães. Tel. 253 554 374

Nelson dos Leitões
Todos os dias pela fresca, na localidade de Tamengos, na Cúria, são abatidos os leitões que entram no forno feito de tijolos de barro e já aquecidos com o lume das videiras. Faz-se tudo como manda a tradição, ou não fosse a família proprietária deste espaço especialista nesta arte há três gerações. Depois de tostadinhos são devidamente embalados e enviados até ao Mercado do Bolhão onde são servidos ao público. A dose fica por €11,50, a meia dose a €8,50 e a sandes a €5. Caso pretenda levar para casa é só fazer as contas: cada porquinho tem à volta de cinco quilos, o quilo sai a €28. Recorde-se que os acompanhamentos também chegam diariamente da Mealhada. Rua Fernandes Tomás, Mercado do Bolhão, Porto. Tel. 222 002 271

O Zé Pacheco
Conta-se que tudo começou com o pai de José Gadelho Castro, conhecido como "Zé Pacheco", que depois de vender leitões vivos pelas feiras a norte, os passou a assar para conquistar clientela. Hoje, décadas passadas, assumem-se como especialistas, fornecendo até algumas casas regionais. No restaurante entretanto aberto vendem a dose a €21,50, e estão sempre disponíveis para servir mais um pedaço, caso a gula seja grande. Para quem tem menos tempo há um balcão ao lado onde a sandes sai a €5. Para comer em casa fica a €25 o quilo e pode ainda levar batatas fritas e o vinho frisante apropriado, também da marca "Zé Pacheco". Rua D. António Castro Meireles, 897, Baguim do Monte, Gondomar. Tel. 224 892 758

Pigmeu
Dizem ter, como lema da casa, que na ementa há "de tudo um porco". Aliás, vão mais longe e nas paredes dizem ser este restaurante em Campo de Ourique uma "porcaria". Naturalmente que é tudo por causa do bicho que servem de todas as maneiras e feitios, sem que nada se perca e tudo se transforme. Como o assunto são os porquinhos pequeninos, refira-se que as 12 horas de confeção a baixa temperatura dão ao leitão uma pele estaladiça e a suculência necessária para poder ser degustado dentro de um pão, por €8,50 ou então no prato, a €12 a dose, com os acompanhamentos tradicionais. Rua 4 da Infantaria, 68, Lisboa. Tel. 218 252 990

Rui dos Leitões
Só a descrição desta casa deixa água na boca. Dizem que o leitão é "temperado à boa maneira da tradição e enfiado no espeto durante horas em forno a lenha pelas mãos de especialistas nas voltas e mais voltas da sua confeção". Afirmam ainda que o resultado é "amarelo como ouro na sua pintura a calor lento". Feito em fornos próprios, este é um espaço que convém reservar antes de ir, porque na sala só cabem vinte pessoas. Servem a dose a €12,50 e a sandes a €6,50. Se o pretender inteiro prepare-se para desembolsar à volta de €100. Rua António Andrade, 1180, Charneca de Caparica. Tel. 210 865 878

Restaurante Flor do Ave
No início, já lá vão mais de 30 anos, a estrela da ementa era o bacalhau. Só que o leitão chegou, viu e venceu o campeonato das ementas, até aos dias que correm. Há 18 fornos sempre em laboração, com a impressionante marca de 68 bacorinhos assados a cada duas horas. Diz a estatística que se vendem entre 500 a 700 por semana. O segredo é simples, o bicho tem de ser de boa raça, ter entre 30 ou 40 dias depois de dentro do forno, roda durante meia hora para ganhar cor e depois deixa-se assar em lume brando. Uma dose dá para duas pessoas e custa €29,50, a meia dose sai a €16,50. Inteiro custa à volta de €125. Rua 16 de Maio, 2291/2307, Trofa. Tel. 252 417 598

Tertúlia do Paço
São autores de várias especialidades, mas aquela que leva muita gente ao Lumiar em Lisboa é o que sai de dentro dos fornos próprios, assado lentamente como manda a tradição. Não há preços fixos nem dose e nem sequer meias doses. O porco é vendido ao quilo, por €33 e, normalmente leva-se à mesa 450 gramas do bacorinho retalhado por pessoa. Caso insista muito servem-lhe, igualmente a peso, uma sandes mas não é em pão regional. Para levar para casa o bicho inteiro desembolsa exatamente os mesmos €33 por quilo. Rua Fernando Lopes Graça, 13 A, Lisboa. Tel. 217 581 456

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