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Restaurante do dia: Taberna do Arrufa, quando o antigo vira cool

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Taberna do Arrufa
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Valter Bento

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Rui Vitorino

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Feijoada de búzios
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Feijoada de búzios

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Taberna do Arrufa

Valter Bento

Em Cuba, uma antiga taberna de cara lavada promete devolver à terra a tradição de outros tempos… num registo bem moderno. Por: Nelma Viana



Em Cuba, uma antiga taberna de cara lavada promete devolver à terra a tradição de outros tempos… num registo bem moderno. Por: Nelma Viana

Quando abriram a Taberna do Arrufa, em Cuba (a do Alentejo), Vera e Pedro, seguramente o casal de taberneiros mais jovens do país, tinham zero experiência atrás do balcão. Na verdade, não sabiam sequer tirar um café. Por: Nelma Viana
Candidataram-se a um concurso para explorar um dos espaços de culto da aldeia, palco do encontro entre a malta da terra e de diversos grupos de Cante e, sem grande expectativa, ganharam a chave da casa. Passados quase três anos sentem que missão de “devolver magia a Cuba” está a ser cumprida com sucesso. A comprová-lo, a casa sempre cheia, desde que abre as portas, de manhã, até que encerra, que é geralmente quando o último cliente, atraiçoado pelas leis da Física, decide abandonar o local.
Na verdade este é um projeto de amor: amor entre o casal, cujo namoro teve como banda-sonora as músicas que Pedro tocava na viola, e de amor pela terra, um amor desmedido que mais do que um sentimento de pertença, quer ser um amor transformador. Daquele que faz sentido.  É até à data, sem falhas em nenhum dos departamentos.
Mas voltemos à Taberna do Arrufa. Lá dentro, é exatamente aquilo que se espera encontrar, mas muito melhor: um espaço de cara lavada, que mantém a estrutura original, com o balcão de madeira e as as talhas de vinho ainda a ocuparem um papel central na zona de bar. Do outro lado, no espaço de refeição, a decoração traz à memória as salas de jantar da avó, com móveis antigos que, na realidade, foram resgatados da rua, durante uma greve na recolha do lixo. É aqui, nesta sala familiar, que chegam à mesa os petiscos tradicionais da terra, sem cerimónias ou grandes pompas. São para partilhar, que é isso que se pretende, e de preferência devem acompanhar um copo de vinho da casa. Mas também há pratos completos que, apesar da designação, não impedem que haja uns garfos sorrateiros a querer picar.
A ementa muda diariamente, é escrita à mão e distribuída pelas mesas, pelo que a surpresa pode chegar sob diversas formas. Seja nas clássicas farinheira e linguíça assadas (€4,50 cada), nos queijos de cabra ou de ovelha curados (€2,50 cada), nas batatas fritas temperadas (€1,90), nas moelinhas em molho de tomate (€4,90) ou nos imperdíveis ovos mexidos, que podem vir embrulhados em farinheira ou em espargos (€5,90 e €6,90 respetivamente). Mais a sério, as migas com carne de porco (€ 6,90), o cozido de grão, as pataniscas com arroz de tomate (€ 6,90) ou a sopa de cação (€ 7,90) são algumas das iguarias que por cá vão aparecendo. Depende sempre da inspiração do cozinheiro.
No verão, os serões fazem-se no simpático terraço nas traseiras da taberna, decorado a preceito para a animação que recebe.
O restaurante não costuma aceitar marcações, pelo que a ideia é ir aparecendo. Com a certeza absoluta de que cabe sempre mais um.

Taberna do Arrufa
Travessa das Francas, 3, Cuba
Tel. 967229487

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