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Mesa de Lemos: Sente-se no restaurante Revelação de 2015

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Jorge Simão

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Chefe Diogo Rocha
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Chefe Diogo Rocha

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Cada prato é uma surpresa tão simples e ao mesmo tempo tão inovadora. As criações de Diogo Rocha, embaladas pelo magnífico cenário da Quinta de Lemos, são um segredo que merece ser descoberto no interior de Portugal.



Cada prato é uma surpresa tão simples e ao mesmo tempo tão inovadora. As criações de Diogo Rocha, embaladas pelo magnífico cenário da Quinta de Lemos, são um segredo que merece ser descoberto no interior de Portugal.

Percorrem-se alguns hectares de vinhedo, por uma estrada de terra ladeada por videiras, até se chegar ao ponto mais alto da Quinta de Lemos, em Silgueiros, nos arredores de Viseu. Uma rocha imponente de granito aparece abraçada pelo Edifício de Lemos, uma estrutura moderna e harmoniosa, que em 2014 foi considerado um dos cinco mais arrojados edifícios do ano para o ArchDaily, o mais popular site de arquitetura do Mundo. As grandes fachadas em vidro deixam antever as mesas do restaurante Mesa de Lemos, uma aposta do grupo para promoção da quinta,  que até maio do ano passado estava apenas aberto para convidados.

Percebe-se facilmente que este é um local exclusivo, onde a modernidade se alia à tradição, servindo o design e a criatividade apenas para enaltecer os produtos da região e também os mais endógenos do País. A sala é deslumbrante, plena de luz e absolutamente integrada quer na paisagem quer no rochedo que abraça, tornando-se ao mesmo tempo, e quando as criações do chefe chegam à mesa, num detalhe secundário face a tanta ousadia e inovação.

Os caprichos das estações e a incerteza dos mercados fizeram com que Diogo Rocha, o chefe deste projeto, se rodeasse de uma equipa igualmente jovem, que apostou também na simplicidade ao criar a ementa que apresenta à sexta e ao sábado ao jantar. Normalmente a carta apresenta uma região ou um local do país e um produto daí originário, apelando apenas aos sabores verdadeiros e naturais.

Assim, não espere nomes complexos nem elaborados. A carta diz apenas que poderá apreciar “Da Quinta de Lemos…as ervilhas”, “Do Algarve…o Lavagante”, “De Vouzela…a vitela de Lafões”, “Da Serra da Estrela…o queijo”, “Das águas do mar de Peniche…a Dourada”, “Das Berlengas…os percebes”, “Do Rio Mondego…o arroz” e “Do Caramulo…o cabrito”. Cada menu pretende sempre trazer à mesa o mar, a terra, o rio e a serra, devidamente harmonizados com os excelentes vinhos produzidos na Quinta de Lemos, pelo enólogo Hugo Chaves. Os preços rondam €50 por pessoa.

Diogo Rocha é, como já se percebeu, o homem por detrás dos tachos, e o responsável pelas verdadeiras sinfonias gastronómicas que os produtos da estação lhe permitem criar. Nascido em Canas de Senhorim em 1983, é um jovem simples que soube absorver o privilégio de trabalhar com os melhores, acrescentando, agora em nome próprio, detalhes e variações que o transformam num dos chefes a observar com atenção nos próximos tempos. Tirou o curso de cozinha e pastelaria de Coimbra, fez uma licenciatura em produção alimentar e restauração, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, e ainda arranja tempo para fazer uma tese, que está quase a concluir, sobre produtos da Serra da Estrela no mestrado em sustentabilidade de turismo.

Passou por projetos diversos, como o catering da Encontrus, esteve nos restaurantes Terreiro do Paço, Villa Joya e Valle Flor como estagiário, regressando a casa para abraçar a chefia executiva do Grupo Dão Sul, e dos restaurantes Quinta de Cabriz, Quinta do Encontro e Paço dos Cunhas de Santar. Dá aulas na Escola Superior de Turismo de Seia na cadeira de Gastronomia e Enologia e gosta de planear as ementas com um gin na mão. Só com água tónica e uma rodela de limão.

 

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*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.