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Restaurantes: Saiba onde comer as melhores Tripas à moda do Porto

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Tripas à moda do Porto
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Tripas à moda do Porto

O Líder
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O Líder

Casa Inês
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Casa Inês

A Cozinha do Manel
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A Cozinha do Manel

A Cozinha do Manel
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A Cozinha do Manel

O Pombeiro
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O Pombeiro

O Gaveto
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O Gaveto

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Restaurante Casa Inês
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Restaurante Casa Inês

Tripas aos Molhos
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Tripas aos Molhos

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A chegada dos dias mais frios pede pratos mais quentes e robustos. Siga a rota das tripas elaborada pelo Boa Cama Boa Mesa.



A chegada dos dias mais frios pede pratos mais quentes e robustos. Siga a rota das tripas elaborada pelo Boa Cama Boa Mesa.

As Tripas à moda do Porto são um dos grandes emblemas da cozinha tradicional portuguesa. Amadas ou odiadas, estão na origem da polémica designação “Tripeiros” (referindo-se às gentes do Porto), de uma confraria gastronómica, com distintos membros como Belmiro de Azevedo, Rui Rio, Artur Santos Silva, Rui Nabeiro, Ruy de Carvalho ou Rui Reininho, e até a um poema de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, intitulado “Dobrada à Moda do Porto”. Reza a história que esta receita data de 1384, altura em que o povo do Porto disponibilizou toda a carne existente para a frota que partiu da cidade em auxílio de Lisboa, cercada por D. João I de Castela. Outros, como o próprio site da Confraria Gastronómica das Tripas à Moda do Porto, fazem referência à contribuição da cidade para as expedições a Ceuta na época do Infante D. Henrique. Independentemente da origem, a verdade é que tendo ficado apenas com as tripas, as gentes do Porto logo trataram de criar um prato para aproveitar as “partes” sobrantes, que é como quem diz “os miudos do gado, as tripas, como vulgarmente se lhes chama, com que se cosinha o celebre prato culinario muito apreciado dos portuenses”, pode ler-se na revista O Tripeiro, de 1909. Explica Maria de Lourdes Modesto que a receita de Tripas à Moda do Porto tem como ingredientes: Tripas de vitela (compreendendo livros ou folhos, favos e a touca), mão de vitela, chouriço de carne, orelheira, toucinho entremeado ou presunto, salpicão, carne de cabeça de porco, frango ou meia galinha, feijão-manteiga, cenouras, cebolas grandes, banha, salsa, louro, sal e pimenta.

Restaurante Líder
O restaurante Líder é consensualmente apontado como um dos melhores espaços para apreciar esta receita. Curiosamente, ou não, o seu proprietário, Manuel Moura, é um dos confrades fundadores da Confraria Gastronómica das Tripas à Moda do Porto. O ambiente é seleto e o restaurante frequentado por muitas personalidades do meio político, económico e cultural. A dose, que chega e sobra para duas pessoas, custa €17,50 e é servida todos os dias, ainda que a casa aconselhe a quinta-feira, que é o dia da grande tachada. Alameda Eça de Queirós, 120/130, Porto Tel. 225 020 089

O Gaveto
Localizado em Matosinhos, o restaurante O Gaveto é, igualmente, recomendado pela confraria que zela pelo passado, o presente e o futuro desta tão popular receita. Conhecido pelos seus peixes e mariscos frescos e também pela lampreia, na época certa, O Gaveto é também casa de tripas, que são servidas apenas aos sábados, por exigência dos muitos amigos deixados no Porto. A dose, chega para duas pessoas, e custa €15,50. Rua Roberto Ivens, 826, Matosinhos. Tel. 229 378 796.

O Pombeiro
“As melhores tripas do universo” escreveu um dia Raul Solnado depois de ter almoçado no restaurante O Pombeiro. Para atestar a veracidade da classificação, o rascunho assinada pelo ator ainda está exposto nas paredes da casa. Aqui as tripas são servidas todos os dias (exceto ao domingo que é dia de descanso) e o segredo está na genuinidade dos ingredientes. Já ganharam um prémio gastronómico reforçando a boa fama deste prato. A dose, mais do que suficiente para duas pessoas, custa €15,50. Rua Capitão Pombeiro, 218, Porto. Tel. 225 097 446.

A Cozinha do Manel
No centro do Porto, a porta do restaurante A Cozinha do Manel passa quase despercebida. Mas, os muitos anos desta emblemática casa – aberta desde 1989 - fazem com que ninguém aqui vá ao engano. A Cozinha do Manel é um templo de tradição gastronómica, apoiada em dois fornos a lenha e em pratos com dia fixo. Às quartas-feiras e aos sábados, as mesas das duas salas de refeição enchem-se de generosas doses de Tripas à Moda do Porto (€11). Não deixe de apreciar a decoração peculiar, deste restaurante, com diversos objetos emblemáticos a enfeitarem paredes e móveis: livros, grafonolas, fotografias de famosos e pipos dão personalidade a este espaço de ambiente rústico. Rua do Heroísmo, 215, Porto. Tel.: 225 363 388.

Casa Inês
Recentemente, Inês Diniz e a sua equipa estiveram em Lisboa a mostrar a pujança da boa cozinha do Porto e do Norte. Obviamente, que entre os pratos apresentados no Terraço do Tivoli Lisboa, estavam as Tripas à Moda do Porto. O orgulho da cozinha praticada no restaurante Casa Inês, na Campanhã, transparece em cada prato que chega à mesa. As tripas, essas, são servidas às terças-feiras, sábados e domingos. Pode optar por meia dose, que quase chega para duas pessoas, por €11, ou pela “senhora” dose, por €22. Rua de Miraflor, 20, Porto. Tel. 225 106 988.

Em Lisboa, coma Tripas à Moda do Porto
Numa zona emblemática da capital, servem-se boas Tripas à Moda do Porto. Neste jogo gastronómico entre a Invicta e Lisboa, A Taberna da Rua da Flores gosta de levar à mesa umas boas tripas. Sem dia fixo, este prato surge ao almoço, no âmbito da grande viagem pelo receituário tradicional que esta taberna gosta de percorrer. Com a chegada do tempo frio, as tripas podem já estar no horizonte. Assim, o melhor é telefonar antes de ir. O preço deve ronda €8. Rua das Flores, 103, Lisboa. Tel. 213 479 418.

Tripas aos Molhos em Vila Real
Prato nascido na região, as Tripas aos Molhos são elaboradas a partir de tripa de vaca enrolada com presunto e salsa e atada com a própria tripa. Existem alguns segredos e algumas variações sobre a origem desta iguaria, mas parece quase pacífico que as Tripas aos molhos nasceram pela mão de Fernanda Brite que abriu a Casa de Pasto Chaxoila, em Vila Real, no ano de 1947. “A tripa era muito bem lavada, com água a ferver e passada muitas vezes por água e limão para apagar qualquer sabor desagradável. Fazia o mesmo com o bucho (estômago) da vaca. Depois cortava o bucho aos quadradinhos e acrescentava a cada quadrado um pedaço de presunto com a grossura de um dedo e um pezinho de salsa. Enrolava tudo com a tripa fina finalizando com um laço…”, conta a Dona Fernanda.

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*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.