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Saiba tudo sobre a capa do Guia Boa Cama Boa Mesa!

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Francisco Nogueira

Escondida entre 28 hectares de natureza, a Casa Azimute surpreende pela simplicidade e pelo design elegante e contemporâneo. É a capa da edição 2018 do Guia Boa Cama Boa Mesa

Ainda há espaços, espalhados pelo Portugal profundo, capazes de surpreender. Locais mágicos, onde todos os detalhes foram pensados com imaginação, onde isolamento não significa passado, mas antes quer dizer moderno e cosmopolita. Muito perto de Estremoz, num monte em ruínas, nasceu a Casa Azimute, um pequeno alojamento, com apenas quatro quartos e duas suítes, que levaram a região para o mundo, através das páginas de revistas de referência internacionais, e agora, da capa da secção de alojamentos da edição 2018 do Guia Boa Cama Boa Mesa.



Antes dos detalhes, comece-se pelo sonho de dois belgas, Andy Didden e Danny Puype, um casal que depois de percorrer a generalidade do país, escolheram a região de Estremoz para dar corpo ao sonho de ter um pequeno hotel em Portugal. Trocaram a confusão pela paz e pelo espaço do Alentejo, mas não se resignaram a reconstruir apenas mais um monte rural. Partindo da premissa de que qualquer vista da propriedade daria uma espécie de cartão postal, construíram um edifício de raiz, impactante, pela simplicidade e pelas linhas modernas escolhidas, com estratégicas janelas e varandas, que enaltecem a paisagem.



O resultado final, desta Casa Azimute, são apenas quatro quartos e duas suítes (a partir de: €100), todos espaçosos, com apontamentos de cor que realçam a construção e envolvem a natureza, de uma forma única e delicada. Cada quarto tem uma varanda quase privada, com uma enorme cama escondida de olhares indiscretos, perfeita para noites de calor e retemperadores tardes ao som da natureza. Diz-se, na promoção da casa de campo, que aqui há “tempo a perder de vista” e, dificilmente outra frase seria capaz de descrever tão bem este conceito.



Mas há muito mais para descobrir, quer na Casa Azimute, quer na zona envolvente, insiste-se, espalhada por 28 hectares. Antes de chegar, os proprietários fazem questão de enviar um guia digital, com o nome de: “Uma semana na Casa Azimute”, repleto de propostas que contemplam passeios pelas vilas e cidades da região, caminhadas, e as inevitáveis degustações de vinho. Há ainda opções de diversão aquática, bem como outras, mais simples e contemplativas, como olhar, simplesmente para o céu estrelado.



Perca-se ainda pelos caminhos de terra que cruzam a história, quer da região, quer da propriedade, aproveitando para descobrir as ruínas de duas fazendas, o antigo moinho de água, e os antigos sobreiros e azinheiras, característicos da área. Na Casa Azimute (Estrada da Folgada, Estremoz. Tel. 968 396 999), pode ainda, por marcação, fazer massagens, alugar bicicletas ou fazer programas à medida de cada vontade.



Recorde ainda que a palavra “azimute” provém do árabe e significa “caminho”, “direção” ou “ponto no horizonte”, e que para este propósito, é muitas vezes usada na astronomia como uma das coordenadas da esfera celeste. Mesmo que geograficamente a sul, pode muito bem ser o norte de uma férias ou, simplesmente, de uma escapadinha pelo coração do Alentejo.

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