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Chave de Platina 2017: Entre no Belmond Reid's Palace, o melhor hotel de Portugal

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Aos 125 anos, o mais antigo hotel da ilha da Madeira vence a Chave de Platina da edição 2017 do Guia Boa Cama Boa Mesa. Um clássico da hotelaria que foi capaz de acompanhar a modernidade, sem nunca esquecer a atenção dada aos pequenos detalhes

É fácil de imaginar, logo na primeira vez que se cruzam os corredores do hotel Belmond Reid's Palace, Roger Moore, o ator que deu vida ao agente secreto James Bond, impecavelmente vestido de smoking branco a contemplar a cidade do Funchal pela janela. Também será pouco difícil de imaginar o alvoroço aquando da chegada da imperatriz Elizabeth I da Áustria, também conhecida por Sissi, à receção da unidade hoteleira. No jogo do recordar, sem esforço, o cheiro do charuto parece que se espalha pelos jardins, vindo do vício de Winston Churchill, que em 1950 escolheu este hotel para escrever as memórias e pintar. Além destas famosas figuras, muitas mais se cruzaram pelas portas do Belmond Reid's Palace, contribuindo para dar ao hotel o estatuto de requinte.

São vários os adjetivos possíveis para descrever o Belmond Reid's Palace, vencedor da Chave de Platina 2017 do Guia Boa Cama Boa Mesa, numa cerimónia realizada dia 12 de abril, no Palácio Nacional da Ajuda. Elegante, requintado, luxuoso ou sofisticado são apenas alguns. Na verdade, este hotel que foi o sonho de William Reid, nascido em 1822, é um símbolo da hotelaria da Madeira, e um dos melhores hotéis da Europa. Ao longo dos 128 quartos e 35 suítes há uma consistente elegância, e, principalmente, uma atenção aos detalhes e aos desejos de qualquer um dos hóspedes. Longe vai o tempo em que aos 14 anos e com uma saúde muito frágil, William Reid segue o conselho do médico de família e se muda para um local de clima mais quente, apenas com cinco libras no bolso a bordo de um navio em direção ao Funchal.

Fez de tudo um pouco até perceber as potencialidades como destino turístico da ilha da Madeira. Compra um terreno na ponta de um penhasco rochoso, conhecido como Salto do Cavalo, e em 1887 inicia a construção do edifício que se viria a tornar no Belmond Reid’s Palace do Funchal. Um dos segredos menos guardados do hotel é o facto da verdadeira fachada estar virada para o mar, uma vez que os clientes chegavam de barco, e que a entrada atual era a porta das traseiras. Esta alteração é apenas uma das que demonstram que apesar de clássico, o Belmond Reid's Palace não parou no tempo nem se acomodou em frente ao oceano. Remodelou a totalidade do espaço, sem nunca perder a elegância e o bom gosto característicos, adotando as novas tecnologias com normalidade. Oferece ainda vários menus de experiências para o corpo e mente no SPA e diversificadas opções de restauração, desde logo a salientar-se o premiado restaurante William, liderado pelo chefe-executivo Luís Pestana e supervisionado por Joachim Koerper, e que foi premiado com uma Estrela Michelin este ano.

Magistral, quase cénico, é ainda o tradicional chá da tarde oferecido no Terraço do Chá do Belmond Reid's Palace, com uma vista privilegiada da baía do Funchal. Para 90 pessoas por dia, cumpre todo um ritual com deliciosas “finger sanduiches”, elegantemente distribuídas numa bandeja com três andares, que antecedem os scones com doce ou creme e a deslumbrante mini pastelaria. Há 12 chás à escolha e igual número de infusões. Popularizou uma frase repetida pelos salões que diz “tomei chá no Reid’s”, assumindo esta tradição um símbolo de requinte e uma experiencia digna de partilhar pelos visitantes.

Uma verdadeiro pedaço vivo da história do Funchal, tem ainda como atrativo os mais de 40 mil m2 de jardins subtropicais, onde com vista para o mar abrigam mais de 500 tipos diferentes de plantas e flores raras. Os caminhos escondidos e as áreas reclusas permitem aos hóspedes todos os dias uma experiência diferente.

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