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Casa Mãe, em Lagos: Vontade de voltar, ainda antes de sair

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Luz, tranquilidade e paz. Estas são as primeiras sensações, ao entrar na Casa Mãe. Um hotel que é muito mais do que a palavra significa. Um alojamento diferente, que aposta na tranquilidade, no biológico e na partilha de experiências.

Paredes meias com as muralhas da cidade de Lagos e a apenas cinco minutos da praia, a Casa Mãe surpreende ainda antes de se entrar. O que parece ser uma pequena unidade hoteleira é, na verdade, uma propriedade com quase 7.000 metros quadrados, com espaços (diferentes) de alojamento, uma piscina e uma grande horta, que não só fornece o restaurante, como serve de zona de descanso para os visitantes.

A singularidade desta Casa Mãe (Rua do Jogo da Bola, Lagos. Tel. 968 369 732) sente-se mal se chega à receção. Em open space dá diretamente para o lounge e para o restaurante, com cozinha aberta. Toda a área é muito luminosa, com inúmeras plantas e sem há ruídos de fundo, que não os relacionados com a natureza. É servida uma bebida. A calma instala-se no corpo e mente de quem chega.

Apesar de estar muito perto da praia e a “dois passos” da zona mais agitada da cidade, a Casa Mãe é um autêntico refúgio. Para além da tranquilidade, outra das apostas desta unidade inaugurada em 2016, é a partilha de ideias e experiências. Para isso contribui, não só a filosofia de open space, de cozinha aberta e de forno comunitário, mas também o facto de não existir uma única televisão à vista (apesar de, caso o hospede assim o solicite poder ser colocada uma no quarto).

Acrescente-se, ainda uma terceira vertente, no conceito do hotel. A aposta no “natural”: Na loja (com ligação ao exterior) que disponibiliza apenas produtos portugueses artesanais, no restaurante, batizado de Orta by Casa Mãe, que aposta nos ingredientes biológicos, no que se recolhe na horta ou compra a fornecedores certificados (e que, por isso mesmo, faz com que todos os dias haja uma ementa diferente), na lista de vinhos biológicos portugueses, mas também nos quartos. Não só na decoração, mas também nas amenities, compostas por produtos naturais apresentados em elegantes (mas artesanais) frascos.

Jogo da Bola. É este o nome do edifício que concentra o restaurante e a maior parte dos quartos (no caso, 22) da Casa Mãe. Trata-se uma construção moderna, mas a lembrar os tempos de antigamente, todo pintado de branco e com painéis de madeira na fachada que, quando fechados, asseguram a privacidade dos terraços de cada quarto. Aqui, a ideia foi a de proporcionar a sensação de se estar na praia, num resort paradisíaco. Nos quartos (a partir de €95), amplos, destacam-se os tons brancos, as madeiras claras, a luz natural e o terraço, onde é possível descansar numa cama de rede.

Para quem gosta de (ainda) mais privacidade pode optar por uma das três cabanas, localizadas por entre a horta, e que se caracterizam por ter a tradicional arquitetura algarvia e disponibilizar pátios privativos, com chuveiro ao ar livre. E depois... depois há a casa senhorial, do século XIX e que deu nome ao alojamento. Nesta área, a aposta é ligeiramente diferente, ao estarem disponíveis apenas (5) suítes, cada uma decorada de forma diferente e a apontar para um detalhe específico, destacando-se a “Suite Heritage”.

Não é fácil descrever (em poucas palavras) o espírito da Casa Mãe. É algo que tem de ser experienciado. Porque é diferente. Porque significa desfrutar do Algarve de uma forma a que a vida moderna já não está habituada. E, talvez por isso mesmo, seja uma experiência ainda mais valiosa, para usufruir até ao último minuto e, antes disso, ter vontade de voltar.

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