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Valverde Hotel: Uma estrela na Avenida

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O Valverde Hotel é uma unidade de grande charme e com uma personalidade forte.

Longe vão os tempos do Passeio Público, que nasceu da reconstrução da cidade na sequência do grande terramoto de 1755, mas a verdade é que a Avenida da Liberdade tem ganho nos últimos anos uma nova vida, com muitas lojas, restaurantes, cafés, esplanadas e, claro, hotéis! Em setembro de 2014 nasceu o Valverde Hotel, um boutique hotel que rapidamente se assumiu como um novo “centro” da Avenida da Liberdade e, por que não, a sua mais recente estrela. E razões não faltam. Em primeiro lugar, porque entrar neste hotel é como entrar, literalmente, em casa. A receção é discreta e convida a passar os olhos pela sala de leitura, onde se consegue apreciar o agitado movimento da avenida. A decoração do hotel esteve a cargo de José Pedro Vieira e Diogo Rosa Lã, que fizeram a recuperação do edifício e transformaram o espaço numa espécie de casa ampliada, com um ambiente profundamente intimista.

Bem ao estilo da típica casa lisboeta, tem ainda um pátio, virado para a Rua de São José. E este pátio é, na verdade, o coração do hotel, cheio de vida, com os batimentos a marcarem o ritmo do dia, do calmo pequeno-almoço ao mais agitado final de tarde, para uma bebida quase festiva. Este é o local onde se instala o restaurante Sítio, cuja cozinha é liderada pela jovem chefe Carla Sousa, que apresenta uma cozinha muito própria, baseada na gastronomia portuguesa, polvilhada com muitos apontamentos contemporâneos e, por vezes, alguma irreverência. O restaurante, com apenas 30 lugares, é muito acolhedor e segue (bem) o padrão de todo o hotel. É aqui que se serve o pequeno-almoço, mas também o Chá das Cinco, e um ótimo Brunch à la carte, ao domingo. Para aqueles que preferem seguir o seu próprio relógio, existe uma carta de clássicos disponível 24 horas. Na pequena floresta que decora o pátio existem recantos quase secretos e uma piscina (pequena, na verdade muito pequena), que garante uma agradável frescura, nos dias mais quentes, e que também permite duas braçadas a quem não resistir à tentação de experimentar este pequeno retângulo azul. Existe ainda uma discreta e confortável sala de leitura e um espaço dedicado ao cinema, onde as pipocas dão lugar a umas gulosas batatas chips caseiras.

Suítes de sonho na mansarda

Mais intimistas, os 25 quartos e suítes (preços a partir de 170 euros) são únicos e cheios de detalhes decorativos que demoram (e ainda bem) dias a descobrir. Estão divididos, ao longo dos vários pisos, em cinco Mini (entre o 1º o 5º Piso, com varanda com vista para o Pátio), dez Clássicos (nos vários pisos), quatro Deluxe (do 2º ao 5º Piso, com vista para a Avenida da Liberdade), quatro Suítes Júnior (do 2º ao 5º Piso, todas viradas para a Avenida da Liberdade e um bonito e funcional closet), a Suíte Avenida (no 6º Piso, com vista para a Avenida da Liberdade) e Suíte Valverde (no 6º Piso, com vista para os telhados de Lisboa e Castelo de São Jorge). Todas as peças foram escolhidas a dedo e recolhidas em antiquários ou em leilões. Ímpares são as duas suítes na mansarda, um verdadeiro hino de conforto e bom gosto.

Confirma-se que a beleza da fachada do Valverde Hotel tem a devida correspondência no interior. Por todas estas razãoes, em que se acrescentam desde já a simpatia de toda a equipa e o bom funcionamento das várias áreas que se justifica a conquista do Prémio Revelação 2015, atribuídos pelo guia Boa Cama Boa Mesa.

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