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Monverde Wine Experience Hotel: Relaxar entre vinhas

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Quando o vinho é protagonista e as experiências por ele proporcionadas o mote para a estadia, o resultado só podia ser um espaço dedicado ao conforto e ao prazer.

Nos confortáveis quartos, no Spa, na Adega ou na acolhedora sala de estar, onde apetece prolongar a tarde, o vinho é a estrela maior deste hotel localizado numa quinta com séculos de história. Aqui reza a lenda que os frondosos carvalhos e castanheiros da Quinta de Sanguinhedo, em Telões, Amarante terão servido de abrigo a “Zé do Telhado”, o famoso “Robin dos Bosques” português, a vários encontros com o seu gangue.

Perfeitamente enquadrados na paisagem, quatro edifícios separados alojam espaços privados e comuns. O central alberga a receção, as salas comuns comuns, o bar e o restaurante; junto a este está outro edifício onde fica a adega, o Spa e, lado a lado, as piscinas interior e exterior; a norte destacam-se os quartos mais elevados sobre a vinha, e a sul diversos quartos em tons laranja num total de 29 alojamentos, e um apartamento, sofisticados e contemporâneos, sempre rodeados de vinha. Aqui se produzem 5 castas a partir das quais se elaboram vinhos verdes, brancos e tintos.

Um hotel, duas cores, quatro espaços
Os quartos - a partir de €110 – estão distribuídos por duas alas distintas na localização e na decoração, assinada por Paulo Lobo, a privilegiar os tons da vinha em várias estações do ano, ora verde, ora nos quentes tons laranja do outono. No edifício mais a sul, são as cores de outono que ganham protagonismo, com o laranja a dominar todos os espaços. Sóbria, a decoração transmite conforto e une ao lado mais contemporâneo dos materiais objetos decorativos que existiam na quinta, ligados ao vinho e à agricultura.
A juventude do hotel, aberto há pouco mais de meio ano, não impediu o Monverde de conquistar recentemente o prémio Best of Wine Tourism, na categoria Arquitetura e Paisagem, atribuído pela Great Wine Capitals.

No edifício central, uma ‘Chuva de Folhas’, de Paulo Neves dá as boas-vindas ao hotel, numa homenagem à vinha e às gentes que a trabalham, cada uma das 366 folhas de videira esculpidas em madeira – uma para cada dia do ano - tem uma cara, até a dourada, a representar o 366º dia, dos anos bissextos. A escultura domina toda a zona comum de bar, sala de estar e restaurante, num espaço amplo, aberto e moderno que conta ainda com uma extensa varanda virada à vinha.

Sabores regionais e experimentais
O restaurante do Monverde é uma parte importante da experiência vínica e gustativa que o Monverde sugere. Pela mão do chefe minhoto Agostinho Martins se impõe a densidade da gastronomia regional com uma surpreendente nova abordagem capaz de despertar novas sensações gustativas na companhia dos vinhos da Quinta da Lixa que aqui têm uma montra aberta a provas e harmonizações. De refeições mais leves, no winebar ao menu de degustação, composto por cinco momentos, há muito por onde escolher na recheada carta.

Peixinhos da horta com maionese de coentros (€6); Tiras de bacalhau douradas (€7,50) ou Cavala fumada com cebola roxa (€7) são propostas nos petiscos. Nas entradas destaca-se o Peito de perdiz laminado com brás do mesmo (€12,50) e os Cogumelos com espinafres e queijo da serra (€10,50). Nos pratos principais é impossível não referir o delicioso Polvo com entrecosto e migada de bróculos (21,50) ou a Vitela a baixa temperatura com pêra (€22).

A lista é bastante extensa mas aconselha-se vivamente experimentar os sabores emblemáticos da casa através do menu de degustação (€35 por pessoa) que pode casar, por mais €10, com uma harmonização – surpreendente– de vinhos da Quinta da Lixa, elegante e que vai muito para além dos conhecidos verdes.

Um hotel verde
Erguido para complementar a resposta da Quinta da Lixa, que a cada ano vê crescer as visitas à sua adega, o Monverde é o primeiro hotel vínico da região dos vinhos verdes a que serve de montra. A empresa adquiriu a propriedade em 1999 e aqui plantou vinha e reergueu edifícios existentes. A distinção entre velho e novo só é possível pelo telhado: os que o têm fazem parte da herança antiga e os que não têm foram feitos de novo numa harmonia arquitetónica que em nada choca a fusão de edifícios e o seu enquadramento.

Não só nas vinhas que rodeiam a propriedade se sente o verde pulsar deste hotel. Pensado e construído para ser ecológico, reutilizou 80% da pedra já existente nos antigos edifícios, o tratamento da madeira e as tintas utilizadas possuem reduzido impacto ambiental, o uso de painéis solares é uma constante, e as águas são reaproveitadas para rega das vinhas e jardins. O verde, novamente, a aninhar-se debaixo da pele.

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