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Chave Platina 2013: Os 365 dias que mudaram o Rio do Prado

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O prémio de melhor hotel de Portugal em 2013 mudou por completo o rumo desta unidade perto de Óbidos.

O prémio de melhor hotel de Portugal em 2013 mudou por completo o rumo desta unidade perto de Óbidos.

Até ao dia em que subiram ao palco para receber a Chave de Platina, a vida de Marta e Telmo, fazia-se calma. O seu projeto, de nome Rio do Prado, tinha oito meses de funcionamento, mas mantinha-se desconhecido para a grande maioria dos portugueses e até para muitos dos agentes de turismo. Mal receberam a distinção de melhor hotel de Portugal em 2013, pelo guia Boa Cama Boa Mesa, tudo mudou!

O telefone começou a tocar sem descanso, as equipas de reportagem batiam à porta com insistência e a magnífica vista dos lagos e do concêntrico edifício, onde sobressaem os perfis de alumínio desenhados por Souto Moura, começaram a seduzir cada vez mais clientes. Nos dias que se seguiram à atribuição do prémio, chegaram a estar mais de quatro mil pessoas ao mesmo tempo na página de Internet do Rio do Prado, em busca de informações sobre este quase desconhecido lugar. Do estrangeiro, a procura começou também a aumentar. Eram jornalistas, revistas da especialidade e centenas de turistas que começavam a chegar, alguns com a intenção de comprar um dos 15 quartos da unidade hoteleira, para ali fazerem habitação permanente (preços a partir de €160). Nenhum teve essa sorte, a não ser um… personagem de novelas!

Tanta atenção em redor deste projeto de forte vertente ecológica e sustentável, acabou por chamar as câmaras de televisão da ficção nacional, acabando o local por se tornar cenário da telenovela da SIC “Sol de Inverno”, e também a habitação temporária do personagem Salvador. Lá dentro, nos generosos quartos com acabamentos de luxo, escreveram-se dezenas de horas do guião da mesma novela, uma vez que, depois da visita de um dos produtores, o Rio do Prado passou a ser residência, também temporária, dos que escreviam a trama.

Moda e Maria Batata

A moda também fez parte da vida destes 365 dias. Atraídos pelo glamour e pela elegância da unidade hoteleira, a marca Oysho deu-se a conhecer perante jornalistas e profissionais do setor nos jardins do Rio do Prado, ao som da música de CAE, que saiu dali para abrir o concerto dos UB40 no Campo Pequeno, em Lisboa. A saída rápida impediu CAE de aproveitar uma das imagens de marca do Rio do Prado: o convívio à volta de uma fogueira, que inclui a partilha de conversas e um copo de Gaeiras, um touriga com syrah e aragonês, antes do jantar no renovado Maria Batata.

Nestas conversas, em que já participaram políticos, artistas e um sem fim de turistas ocasionais, têm surgido ideias para que este espaço, quase perfeito, seja melhorado. Foi sob o céu estrelado e embalados com o cantar dos grilos e o coaxar das rãs que se decidiram marcos importantes na vida do Rio do Prado. A estufa, deslumbrante e feita de ferro e vidro, acabaria colocada junto à piscina, graças a essas conversas entre hóspedes e proprietários.

Conceito inovador

Primeiro estranhou-se a ideia, depois entranhou-se o conceito de misturar a agricultura e o turismo. O conceito aplicado naturalmente não podia deixar de ser igualmente inovador. É o de uma agricultura chique, onde os clientes podem provar morangos suspensos ou apanhar tomates, alfaces ou cebolas biológicas que depois acabam por consumir à mesa no restaurante.

A sustentabilidade é outra das vertentes que se acentuou durante este último ano. Em cada quarto há um “tablet” onde é monitorizada a pegada ecológica deixada pelos hóspedes, contribuindo uma passagem mais verde para uma menor fatura no final da visita. E há também a novidade das lareiras, destinadas a tornar as noites cada vez mais confortáveis nos dias frios de inverno.

Pelo Rio do Prado, nos últimos 365 dias, alojaram-se centenas de hóspedes, que fizeram de cada passagem momentos únicos e singulares. Foi palco de casamentos, aniversários, encontros e reencontros que ajudaram à mística do espaço. Pedidos de casamento foram feitos de surpresa nos jardins à beira dos lagos e votos de fidelidade eterna foram trocados na nova suite, a Gran Delux, com banho turco, sauna e uma sala de flutuar, logo ali ao lado da cama. Experiências únicas, levadas ao extremo por um dos hóspedes que exigiu ficar duas noites, desde que em quartos diferentes.

O ano de 2013 foi o primeiro ano do resto da vida do Rio do Prado. Graças à Chave de Platina seguiu-se a distinção de ser finalista europeu do troféu “Best Sustainable” da Condé Nast Johansens, e o privilégio de ser foco de reportagem, por duas vezes, de programas de televisão de canais franceses. Mas, contas feitas, trata-se tão só de uma consequência lógica que premeia a inovação, a elegância e o requinte, visto em pequenos detalhes, como a sofisticada lareira de 1968, criada por Dominique Imbert, pelos candeeiros de design nórdico ou pelos trabalhos, quase artesanais mas distintos, aplicados ao mobiliário da receção e do restaurante, criados pelos proprietários.

O Rio do Prado é um local único, onde impera um novo conceito de luxo sustentável, inspirador e com muitas mais histórias para contar, algumas delas ainda por acontecer...

 

Rio do Prado

Rua das Poças, Arelho

Óbidos

Tel.: 262 959 623